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Chaer ‘aproximou a Justiça daqueles a quem ela deve servir’, diz Celso de Mello

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Chaer ‘aproximou a Justiça daqueles a quem ela deve servir’, diz Celso de Mello

O ministro aposentado Celso de Mello, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, expressou sua tristeza pela morte do jornalista Márcio Chaer, diretor da revista eletrônica Consultor Jurídico, ocorrida neste sábado (3/10), em São Paulo.

celso de mello márcio chaer 2011Nelson Jr./SCO/STF
Márcio Chaer e Celso de Mello no lançamento da edição de 2011 do Anuário Brasil

O magistrado recordou sua amizade de mais de 40 anos com o jornalista, dos tempos em que ele ainda era um integrantre do Ministério Público de São Paulo. Celso recordou o espírito pioneiro do amigo, que jogou luz sobre o Poder Judiciário quando este era um ilustre desconhecido da imprensa brasileira. 

“Ao tornar mais conhecida a vida dos tribunais, contribuiu para que a atuação dessas instituições pudesse ser compreendida, examinada e debatida”, escreveu ele.

O ministro também afirmou que Márcio Chaer deixa um legado que tem importância fundamental para a compreensão do Poder Judiciário.

“A criação do CONJUR constitui expressão duradoura desse legado. Sua obra ampliou o espaço da informação e da reflexão sobre o Direito, oferecendo à comunidade jurídica um meio de acompanhar os acontecimentos da Justiça e de discutir os rumos de suas instituições.”

Leia a seguir a íntegra da manifestação do ministro:

Recebo, com imenso pesar e profunda tristeza, a notícia da morte de meu querido amigo, grande jornalista e fundador do CONJUR, cuja trajetória ocupa lugar de singular relevo na história do jornalismo jurídico brasileiro.

Tive a honra de conhecê-lo em 1985, quando ainda integrava o Ministério Público paulista. Essa lembrança, que hoje evoco com emoção e saudade, torna ainda mais dolorosa a despedida. À admiração pelo profissional soma-se o sentimento de perda pessoal, que nenhuma palavra consegue exprimir inteiramente.

Pioneiro, em nosso país, do jornalismo jurídico, dedicou seu talento a aproximar a Justiça daqueles a quem ela deve servir. Suas publicações mostraram à comunidade jurídica o rosto da Justiça brasileira: suas realizações, suas contradições, seus desafios e a dimensão humana de seus protagonistas. Ao tornar mais conhecida a vida dos tribunais, contribuiu para que a atuação dessas instituições pudesse ser compreendida, examinada e debatida.

A criação do CONJUR constitui expressão duradoura desse legado. Sua obra ampliou o espaço da informação e da reflexão sobre o Direito, oferecendo à comunidade jurídica um meio de acompanhar os acontecimentos da Justiça e de discutir os rumos de suas instituições.

Lamento profundamente a morte desse amigo tão querido. Neste momento de dor, dirijo aos seus familiares, amigos e colegas do CONJUR minha solidariedade mais afetuosa e a expressão sincera de meu sentimento de pesar.

Permanece a gratidão pelo que realizou. Permanece, sobretudo, a saudade de quem tive a honra de conhecer e estimar. Sua ausência deixa um vazio doloroso; sua obra preserva, entre nós, a presença de uma vida que tanto significou para o jornalismo e para a Justiça brasileira.

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