Lula tem 43% e Flávio Bolsonaro, 38%, na véspera da eleição, aponta pesquisa CNT/MDA

Lula (PT) tem 43,1% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa CNT/MDA, divulgada neste sábado (3/10). A diferença de 5,1 pontos fica fora da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais. Nos votos válidos, Lula soma 47,8%, e Flávio, 42,1%, resultado que levaria a disputa ao segundo turno.
O destaque da rodada é o crescimento de Flávio Bolsonaro: o senador tinha 30% em setembro e subiu 8 pontos, enquanto Lula oscilou de 40% para 43%. A soma dos outros candidatos caiu de 16% para 9%, um sinal de que os eleitores começaram a migrar para a polarização. Augusto Cury (Avante) tem 3,2%, e Ronaldo Caiado (PSD), 3%.
Na pergunta espontânea, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados. O presidente tem 39,5%, e o senador, 36%. A diferença de 3,5 pontos está dentro da margem de erro. O avanço de Flávio é o mais expressivo da série: ele tinha 17% em abril, 22% em agosto e 27% em setembro, e ganhou 9 pontos no último mês.
No segundo turno, Lula pontua 47,3%, e Flávio, 43,1%. A diferença de 4,2 pontos está no limite da margem de erro. A distância entre os dois era de 7 pontos em setembro (47% a 40%) e de 12 pontos em junho (49% a 37%).
Nos outros cenários, Lula vence com folga: 46,8% a 37,9% contra Augusto Cury, 47% a 37,3% contra Caiado, 48,1% a 34,3% contra Renan Santos (Missão) e 49,2% a 34,2% contra Romeu Zema (Novo). O voto está cada vez mais consolidado: 87,6% dos eleitores dizem que a escolha é definitiva, contra 65% em abril. Entre os eleitores de Lula e de Flávio, a taxa chega a 91%.
O potencial de voto de Lula, que soma quem votaria com certeza e quem poderia votar nele, é de 51,4%, e 47,6% dizem que não votariam no presidente de jeito nenhum. Flávio tem potencial de 45,8% e rejeição de 51,7%. O eleitorado segue dividido por região e religião. Lula tem 60% no Nordeste e 51% entre os católicos. Flávio lidera no Norte e Centro-Oeste, com 47%, e entre os evangélicos, com 54%. A avaliação do governo piorou: 41,1% consideram a gestão ruim ou péssima, e 35,3%, ótima ou boa. Em setembro, eram 39% e 34%.
A desaprovação de Lula (49,2%) supera a aprovação (47,4%). Segundo a CNT, a avaliação de Lula a esta altura do terceiro mandato é praticamente igual à de Jair Bolsonaro em outubro de 2022, com 35% de avaliação positiva e 40% de negativa.
O MDA fez 2.007 entrevistas presenciais, em domicílios e em pontos de fluxo, entre 30 de setembro e 2 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A MDA ponderou os dados para controle da amostra por escolaridade e renda. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04756/2026.