Marinho diz que ele e Tereza Cristina não disputarão presidência um contra o outro

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse, nesta terça-feira (3/11), que tem um acordo com a líder do PP, Tereza Cristina (MS), para que ambos não disputem a presidência da Casa “um contra o outro”.
“Nós já temos um acordo entre nós, não seremos candidatos um contra o outro”, afirmou Rogério Marinho.
Tereza Cristina mantém sua pré-candidatura à Presidência do Senado, apesar de a federação União-PP apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) ao comando da Casa. A senadora afirma que continua conversando com Marinho, mas que a definição sobre a candidatura deve ocorrer mais para frente, já que a eleição está prevista para fevereiro de 2027.
“Eu e o Rogério Marinho conversamos muito sobre esse assunto, até porque nós somos do mesmo campo, mas a minha candidatura tá mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente. Nós ainda temos pouco menos de 90 dias para isso. E eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado”, reforçou Tereza Crintina.
Para ser eleito presidente do Senado, o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos dos 81 senadores, ou seja, 41 votos. Se nenhum concorrente alcançar esse número, os dois mais votados disputam o segundo turno.
Alcolumbre articula recondução
Davi Alcolumbre tem ampliado as articulações para permanecer na presidência do Senado. Entre as negociações, estão a distribuição de gabinetes e de apartamentos funcionais para os senadores eleitos.
Até o momento, Alcolumbre conta com o apoio público da federação União-PP. No entanto, a manifestação dessagradou senadores em exercicio e eleitos do PP, uma vez que o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), não terá mandato eletivo na próxima legislatura.
No PL, senadores da bancada defendem a candidatura de Marinho. O partido terá 29 senadores na próxima legislatura, muitos deles eleitos com a defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade e o presidente da Casa é responsável por decidir sobre o encaminhamento de pedidos de impeachment contra magistrados.