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Mundo do Direito se despede do jornalista Márcio Chaer

Conjur·
Mundo do Direito se despede do jornalista Márcio Chaer

Autoridades, acadêmicos, advogados e colegas de imprensa se despedem, neste sábado (3/10), do jornalista Márcio Chaer, fundador da revista eletrônica Consultor Jurídico. Ele morreu no início da tarde, aos 71 anos, ao sofrer um mal súbito durante um assalto, na capital paulista.

Márcio Chaer, diretor da ConJur e do Anuário da JustiçaAntonio Augusto/STF
Autoridades exaltam herança do trabalho de Chaer para o Judiciário no Brasil

Chaer fez carreira em grandes veículos de imprensa até fundar a ConJur, em 1997. O site, pioneiro na cobertura especializada do Judiciário no Brasil, fez do jornalista uma das grandes referências nacionais na área.

A vida e a trajetória de Chaer foram celebradas por autoridades como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; os presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin; do Superior Tribunal de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão; e do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, além de outros integrantes de cortes superiores. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também prestou homenagens.

Chaer também foi lembrado pelo Ministério Público Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil, além de outras instituições públicas e privadas do Direito que também lamentam a morte de Chaer e enaltecem a trajetória do jornalista.

Veja as homenagens de autoridades

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

Recebo com imensa tristeza o trágico falecimento do jornalista Márcio Chaer, fundador da revista Conjur. Chaer foi pioneiro ao, em 1997, inaugurar um site dedicado ao jornalismo jurídico, tornando-se referência para aqueles assuntos que, até então, estavam distantes da sociedade. Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça. No auge da Lava Jato, não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações então cometidas. Aos familiares, amigos e colegas do Conjur, expresso meus sentimentos neste momento de dor.

Ministro Edson Fachin, presidente do Superior Tribunal Federal:

O Supremo Tribunal Federal recebe com profundo pesar a notícia do falecimento do jornalista Márcio Chaer, ocorrido neste sábado.

Fundador e diretor do portal Consultor Jurídico (ConJur), Márcio Chaer deixa um importante legado ao jornalismo especializado na cobertura do Poder Judiciário. Profissional apaixonado pelo que fazia, construiu ao longo da vida um caminho marcado pela dedicação à informação de qualidade e ao fortalecimento das instituições republicanas.

Pioneiro na comunicação especializada da Justiça, Marcio Chaer enxergou com lucidez a importância de aproximar o Direito da sociedade, promovendo um jornalismo analítico. Sob o seu comando, o ConJur, fundado em 1997, não apenas inovou na difusão da informação jurídica, mas consolidou-se como um espaço, sempre aberto ao pluralismo de ideias, ao debate crítico e à publicação de reflexões fundamentais para a teoria e a prática do Direito. Outra importante iniciativa é o desenvolvimento do Anuário da Justiça, lançado na sede desta Corte como um divisor de águas para a gestão e o conhecimento do sistema de Justiça brasileiro. Produzido desde 2007, o Anuário faz um raio-x dos trabalhos da Justiça no ano anterior, com destaque para a atuação de ministros e ministras e para as principais decisões dos tribunais superiores.

O Supremo Tribunal Federal presta suas condolências e solidariedade aos familiares, amigos, colegas de redação e a toda a equipe do ConJur.

Ministro Luís Felipe Salomão, presidente do Superior Tribunal de Justiça:

O Superior Tribunal de Justiça e o Conselho da Justiça Federal manifestam extremo pesar pelo falecimento de Márcio Chaer, um dos principais jornalistas brasileiros e que por quase três décadas conduziu de forma competente e pioneira o sítio eletrônico Consultor Jurídico (ConJur). Sua atuação revolucionou a cobertura do Poder Judiciário. Um pouco de todos que defendem e respeitam a Justiça brasileira vai com ele. Que a família e os amigos se sintam confortados, pois Chaer foi um grande guerreiro. O exemplo de seriedade e comprometimento de Márcio Chaer com o jornalismo e com o Judiciário permanecerão para sempre na história do país.

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral:

O Tribunal Superior Eleitoral lamenta a partida do jornalista Márcio Chaer, que valorizou e profissionalizou a cobertura jornalística do Poder Judiciário. Ele ajudou a mostrar à sociedade o valor das decisões e julgamentos da Justiça brasileira. Em nome da Justiça Eleitoral, desejo conforto aos amigos e familiares e afirmo que Márcio Chaer deixou sua marca no Judiciário brasileiro.

Procurador-geral da República, Paulo Gonet:

Recebo com muita tristeza a notícia do falecimento do pioneiro da revista jurídica virtual no Brasil, que grande serviço prestou para o jornalismo do Direito no país. Marcio deixa uma multidão de amigos desconsolados. Que Deus o tenha!

Ministro Cristiano Zanin, do STF:

Não há como falar de Márcio Chaer sem falar da história do Judiciário brasileiro. O jornalista, que nos deixa de forma trágica neste sábado (3), era um profundo conhecedor dos temas afeitos à justiça e ao direito no país. Há quase 30 anos, inaugurou a revista eletrônica Consultor Jurídico (ConJur), pioneira na cobertura especializada sobre o Poder Judiciário. Ao longos de todo esse período, o portal se transformou em referência para quem busca informações confiáveis sobre o que acontece nos tribunais e na advocacia no Brasil. Chaer empunhava, como poucos, a defesa do Estado de Direito Democrático no Brasil. Seu legado permanecerá vivo.

Ministro Gilmar Mendes, decano do STF (clique aqui para ver a homenagem completa):

Recebi com profunda tristeza a notícia do falecimento de Márcio Chaer, fundador do Consultor Jurídico. Jornalista qualificado, foi um dos pioneiros do jornalismo especializado em assuntos jurídicos no país. Mais do que um profissional que eu admirava e acompanhava, perdi um querido amigo. Seu caráter íntegro e sua generosidade permanecerão na lembrança de todos que com ele conviveram.

Ministro Alexandre de Moraes, do STF:

Em tempos de tanta desinformação, milícias digitais e discurso de ódio, Marcio Chaer representava o melhor do jornalismo, com inteligência, seriedade, competência e independência. Tornou-se o maior e melhor jornalista especializado no Poder Judiciário brasileiro, sempre defendendo de maneira intransigente o Estado Democrático de Direito. Meus sentimentos a seus familiares e amigos, na certeza de que Marcio Chaer combateu o bom combate.

Ministro Dias Toffoli, do STF:

O jornalista Márcio Chaer, falecido no dia de hoje, foi um homem de bem, um amigo das instituições jurídicas brasileiras, um defensor da democracia e da dignidade das liberdades constitucionais da comunicação. Em sua trajetória, iniciada nos principais órgãos jornalísticos brasileiros dos anos 1970-1980, construiu uma sólida reputação profissional. Com a fundação da revista Consultor Jurídico, escreveu uma página pioneira na imprensa ao criar um novo objeto para a Comunicação Social: o jornalismo setorial especializado no sistema de justiça. Pessoalmente, perco um amigo certo das horas incertas, uma pessoa leal e integra, mas que nunca desertou de sua vocação e dos valores do jornalismo ético. Em tempos como os atuais, a perda de Marcio Chaer e ainda mais significativa. Aos familiares, meus sinceros pêsames, especialmente ao seu filho Léo.

Jorge Messias, advogado-geral da União:

Recebi, com profundo pesar e consternação, a notícia do falecimento de meu amigo Márcio Chaer. Jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional, deixa uma contribuição inestimável e uma marca especial em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar seu trabalho. Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares, e demais amigos, desejando-lhes força e serenidade.

Ministério Público Federal:

É com profundo pesar que o Ministério Público Federal recebe a notícia do falecimento do jornalista Márcio Chaer, ocorrido neste sábado, 3 de outubro.

Fundador e diretor da revista Consultor Jurídico, Chaer se empenhou na construção do jornalismo jurídico, se tornando referência na cobertura jurídica, com contribuição significativa para a consolidação do sistema de Justiça brasileiro.

Ao longo de sua trajetória, Márcio Chaer construiu um jornalismo jurídico voltado à informação qualificada, ao pluralismo e à exposição das diferentes perspectivas que permeiam a Justiça. Sua contribuição ultrapassou, portanto, os limites da atividade jornalística. Ao lançar luz sobre a atuação jurisdicional e os diferentes atores do sistema de Justiça, contribuiu para ampliar a compreensão da sociedade acerca do funcionamento das instituições e para qualificar o debate público sobre o Direito.

Esse legado se projeta para além de sua obra e alcança todos aqueles que, no jornalismo, na magistratura, no Ministério Público, na advocacia e na academia, encontraram em seu trabalho uma fonte permanente de informação e reflexão.

O Ministério Público Federal solidariza-se com os familiares, amigos, colegas de profissão e colaboradores de Márcio Chaer, expressando seu reconhecimento por sua trajetória e por sua relevante contribuição à imprensa e à cultura jurídica brasileira.

O adeus da comunidade jurídica

Ministro aposentado Celso de Mello, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal:

Recebo, com imenso pesar e profunda tristeza, a notícia da morte de meu querido amigo, grande jornalista e fundador do ConJur, cuja trajetória ocupa lugar de singular relevo na história do jornalismo jurídico brasileiro.

Tive a honra de conhecê-lo em 1985, quando ainda integrava o Ministério Público paulista. Essa lembrança, que hoje evoco com emoção e saudade, torna ainda mais dolorosa a despedida. À admiração pelo profissional soma-se o sentimento de perda pessoal, que nenhuma palavra consegue exprimir inteiramente.

Pioneiro, em nosso país, do jornalismo jurídico, dedicou seu talento a aproximar a Justiça daqueles a quem ela deve servir. Suas publicações mostraram à comunidade jurídica o rosto da Justiça brasileira: suas realizações, suas contradições, seus desafios e a dimensão humana de seus protagonistas. Ao tornar mais conhecida a vida dos tribunais, contribuiu para que a atuação dessas instituições pudesse ser compreendida, examinada e debatida.

A criação da ConJur constitui expressão duradoura desse legado. Sua obra ampliou o espaço da informação e da reflexão sobre o Direito, oferecendo à comunidade jurídica um meio de acompanhar os acontecimentos da Justiça e de discutir os rumos de suas instituições. Lamento profundamente a morte desse amigo tão querido. Neste momento de dor, dirijo aos seus familiares, amigos e colegas da ConJur minha solidariedade mais afetuosa e a expressão sincera de meu sentimento de pesar.

Permanece a gratidão pelo que realizou. Permanece, sobretudo, a saudade de quem tive a honra de conhecer e estimar. Sua ausência deixa um vazio doloroso; sua obra preserva, entre nós, a presença de uma vida que tanto significou para o jornalismo e para a Justiça brasileira.

Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil:

Márcio Chaer deixa uma contribuição inestimável à advocia brasileira. Foi um profissional que compreendeu como poucos a importância da Justiça, da advocacia e das instituições para a democracia e ajudou a qualificar esse debate ao longo de décadas. Sua trajetória à frente do ConJur marcou o mundo jurídico. Perco um amigo querido, e o Brasil perde uma voz relevante e respeitada. Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os colegas do ConJur

Seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP):

A OAB SP lamenta profundamente a morte do jornalista Márcio Chaer, uma referência do jornalismo jurídico brasileiro. Chaer teve papel fundamental na qualificação da cobertura sobre o sistema de Justiça, contribuindo para ampliar o debate público sobre o Direito, as instituições e as garantias fundamentais, em diálogo permanente com a advocacia e com os diferentes atores da Justiça. A OAB SP se solidariza com seus familiares, amigos, colegas e com toda a equipe do ConJur neste momento de grande tristeza.

Lenio Streck, advogado, professor e colunista da ConJur:

Se fosse falar, não conseguiria. Apenas posso escrever algumas palavras. Minha última conversa com Márcio foi na terça-feira. Falamos sobre meu texto que tratou do Minority Report. Ele havia operado a catarata e me disse: estou meio cego e atordoado. Me ligou em 2012 e me ofereceu uma coluna, que batizei de Senso Incomum. Já foram 1.300 colunas. Márcio parceiro, amigo. De frequentar a casa. Preciso dizer mais? A ironia: um defensor de direitos como ele morrer nas circunstâncias de um assalto.

Márcio Christino, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP):

Quero expressar meus sentimentos pelo falecimento do amigo Márcio Chaer. Um pioneiro no Direito Digital que sempre deu chance a todos que tinham algo que pudesse co tribunal com o Universo Jurídico. Que Deus o receba em seus braços.

Pierpaolo Bottini, advogado e professor da USP:

Uma tragédia, uma tristeza, partiu um grande jornalista, uma figura muito importante, um grande amigo, sem palavras para descrever esse sentimento.

Heleno Taveira Torres, professor da Faculdade de Direito da USP:

O mundo jurídico brasileiro perde uma das suas vozes mais simbólicas e necessárias, o jornalista jurídico Márcio Chaer. Ao fundar e manter o ConJur, fonte para toda a imprensa, Márcio inspirou uma geração de jovens jornalistas na cobertura dos fatos e eventos do Direito. Com o Anuário da Justiça, trouxe a público o melhor instrumento para conhecer o poder judiciário e todo o sistema de justiça. Mas não só. Chaer foi sempre um defensor permanente da democracia e da sociedade contra todo tipo de injustiça ou de autoritarismo. Fará muita falta..

Felipe Santa Cruz, advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil:

Desolado, recebo a notícia do falecimento, em São Paulo, do grande jornalista Márcio Chaer. Através da ConJur, transformou a vida de muitos advogados ao, democraticamente, abrir espaço para o debate de ideias. Pessoalmente, perco um amigo querido que só me apoiou ao longo da caminhada; foi dele o meu primeiro perfil quando, aos 38 anos, resolvi concorrer à presidência da OAB/RJ. Nossa família se une à dele e aos muitos amigos neste momento de luto.

Antônio Tavares Paes, advogado do Costa Tavares Paes Advogados:

Recebo com muita tristeza a notícia sobre o Márcio. Ele foi uma referência para tantos de nós, alguém que ajudou a construir um espaço de seriedade e coragem no jornalismo jurídico. Fica o meu respeito, a minha admiração e um abraço carinhoso à equipe da ConJur, aos amigos e à família.

Leonardo Massud, advogado do escritório Massud, Sarcedo, Andrade e Hachul Sociedade de Advogados:

O Márcio Chaer foi um visionário. Ele captou a ascensão da comunicação pelas redes para um mercado que ainda não se reconhecia nesses meios, mas que ansiava por novidade e agilidade, sem descurar da informação e debate de qualidade. O ConJur é isso. Um grande legado.

Alberto Zacharias Toron, advogado:

Márcio Chaer era muito mais que um jornalista; era um visionário! Soube, como poucos agregar pessoas e, mais do que isso, transformou ilhas em vasos comunicantes. O povo do Direito começou (com ele) a se falar e a discutir. Seu trágico falecimento não deixa apenas uma lacuna, deixa-nos órfãos, tristes e sozinhos.

Professor Gustavo Justino de Oliveira (USP e IDP):

Chaer foi pioneiro e visionário do jornalismo jurídico, inventivo e inovador ao extremo, conselheiro profícuo e estimulador constante de ideias, sempre aberto para um café, um debate e um abraço. Descanse em paz meu amigo, estaremos por aqui sempre, honrando a sua memória e a sua historia.

José Luis de Oliveira Lima, advogado:

Márcio era um amigo de 30 anos, intenso, sincero, honesto e verdadeiro. Jornalista talentoso, pai dedicado e carinhoso. Generoso com os amigos, duro com os adversários, Chaer era transparente. Meus sentimentos à sua família tão querida.

Rodrigo Dall’Acqua, advogado:

Márcio partiu representando seu grande papel: o de um homem que simplesmente não conseguia tolerar a injustiça. À frente do Consultor Jurídico, democratizou o acesso ao conhecimento jurídico e lutou incansavelmente pela defesa do Estado Democrático de Direito. Na Lava Jato, quando toda a mídia aplaudia a atuação da dupla Moro e Dallagnol, o ConJur se levantou em sentido contrário. Apaixonado pelos filhos e netos, Márcio deixa um legado imenso ao jornalismo, além de muitas saudades entre seus privilegiados amigos.

Rodrigo Haidar, jornalista e editor da Amanuense editora:

Meus primeiros passos no jornalismo foram guiados pelo Márcio. Entre idas e vindas, trabalhei com ele por uns 15 anos da ConJur, onde entrei no ano de estreia do site, em 1997. Um cara generoso e autêntico como poucos, muito poucos. E visionário: percebeu a relevância do Poder Judiciário no desenho institucional do país quando ninguém ainda olhava pra isso.

Antonio Carlos Aguiar, advogado e colunista da ConJur:

Márcio, mais do que um profissional exemplar, com um tino jornalístico incrível, era também um empreendedor. Um exemplo de criatividade pra lá de diferenciado. Uma pessoa bem à frente do seu tempo. Um daqueles seres humanos que entra para história como referência a ser destacada e seguida. Porém e mais importante do que todos esses longos e excepcionais adjetivos com relação a esse profissional de linhagem única- o que realmente precisa ser destacado – é seu dom de ser um amigo, daqueles que você não precisava ver todos os dias, mas, que sabe que estava lá, quando é como você precisar. Uma amiga em comum o definiu muito bem, agora ao saber de tão triste notícia com relação ao seu passamento: ‘Um cara admirável. Doido, mas admirável’. Sua frase diz tudo. Ele vai nos fazer muita falta. Vai com Deus, meu amigo!

Pedro Gil, editor do Exame INSIGHT, na Exame:

Recebo a notícia da partida do querido amigo Chaer com profunda tristeza e consternação, mas também com a certeza de que um dia nos reencontraremos do outro lado do rio. Referência na cobertura do Judiciário, Chaer, sempre gentil e generoso, nunca se furtou a ajudar os colegas e a compartilhar o que sabia. Deixa uma legião de admiradores, alunos e amigos.

Silvano Furtado, sócio do Furtado, Simões e Sant’Anna Advogados:

Um grande amigo, professor e colega. Márcio Chaer era generoso e me levantou no momento que mais importava. Era perfeccionista e apaixonado pelo trabalho, e pelo bom jornalismo. Não tinha medo, era ponta de lança contra os abusos da imprensa marrom e de atores nefastos da nossa história recente. O legado dele é inegável. Chaer foi cedo demais, ainda tinha muita coisa para nos ensinar, e tantas outras histórias para nos contar. O jornalismo brasileiro teve uma perda irreparável.

Marcio Alabarce, sócio do Canedo, Costa, Pereira e Alabarce Advogados:

Posso reconhecer a terrível falta que ele fará para todos seus familiares e pessoas com quem ele trabalhou. E que fantásticos veículos vieram de suas iniciativas! Deus reconforte a família.

Marco Antonio Innocenti, advogado:

É com tristeza que recebo a notícia da morte de Márcio Chaer. Ao fundar o ConJur em 1997, ele criou um espaço permanente de informação e debate sobre o Judiciário, que se tornou leitura diária de advogados, magistrados e estudiosos do Direito. Seu legado permanece no trabalho da equipe que formou e na cultura jurídica que ajudou a difundir. Nossos sentimentos à família, aos colegas do ConJur e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.

Arthur Lobo, sócio fundador de Wambier Yamasaki Bevervanço & Lobo Advogados:

Recebo com profunda tristeza a notícia do falecimento do jornalista Márcio Chaer. Sua partida deixa uma lacuna no jornalismo jurídico e entre aqueles que fazem do Direito parte de sua vida. Como advogado e professor, manifesto meu reconhecimento por sua contribuição ao debate jurídico brasileiro. Seu trabalho ajudou a construir pontes entre o que acontece nos tribunais e o que a sociedade precisa compreender sobre a Justiça. Um legado que merece respeito e permanecerá na memória de seus leitores. Aos familiares, amigos e colegas da ConJur, meus sentimentos e minha solidariedade. Que Deus os conforte neste momento de dor e receba Márcio em paz.

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