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Veja como foi o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band

JOTA·
Veja como foi o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estarão frente a frente neste domingo (18/10), às 20h, no primeiro debate televisivo entre os candidatos à Presidência do segundo turno das eleições de 2026. O encontro é promovido pela TV Bandeirantes, em São Paulo. Terá cerca de duas horas de duração, com confronto direto entre os presidenciáveis e perguntas de jornalistas.

O debate é realizado a uma semana do segundo turno de uma das disputas presidenciais mais acirradas desde a redemocratização. O JOTA faz a cobertura ao vivo das declarações dos candidatos. Acompanhe abaixo.

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No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com cerca de 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula. Na reta final da campanha, pesquisas apontam empate técnico entre os dois.

Será a primeira vez que Lula e Flávio Bolsonaro se confrontarão diretamente em um debate nesta campanha. Os dois ficaram de fora dos encontros realizados no primeiro turno. Ao fim do primeiro turno, apenas um debate presidencial foi realizado na TV aberta, em 23 de agosto, pela Band, com a participação de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

A campanha do petista alegou que o formato dificultava a apresentação de propostas e favorecia ataques ao presidente, enquanto Flávio Bolsonaro condicionou inicialmente sua presença à participação de Lula, sob o argumento de que não faria sentido debater sem o principal adversário.

Passado o primeiro turno, Flávio Bolsonaro afirmou que participaria dos confrontos para comparar os programas e os governos. Na última semana, porém, chegou a afirmar que não iria comparecer no debate da Band.

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Após Lula confirmar presença e desafiar o adversário a comparecer, Flávio Bolsonaro anunciou que participaria do encontro deste domingo. O petista também passou a defender os debates como oportunidade para confrontar diretamente as propostas dos dois candidatos.

Veja como foi o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band

22h39 – Encerramos a cobertura ao vivo do debate da Band. Na quinta-feira, os candidatos voltam a se encontrar no último debate antes doe segundo turno, na Globo, depois da novela. O JOTA novamente fará a cobertura do debate. Obrigado pela leitura!

22h33 – Flávio Bolsonaro impôs sua estratégia, mas pode ter errado na dose

O primeiro debate entre Flávio Bolsonaro e Lula foi um retrato do alto nível de tensão que marca esta eleição. A estratégia agressiva do candidato de oposição desequilibrou Lula no início, em parte porque os temas escolhidos para abrir a discussão eram mais favoráveis ao senador, como a segurança pública.

No entanto, quando decidiu atacar o adversário, Lula também conseguiu descontrolar o oposicionista. Porém, Flávio não alterou radicalmente sua postura e manteve o tom desafiador, muitas vezes, irônico e debochado contra o adversário.

Em linhas gerais, parece ter prevalecido, a estratégia do candidato de oposição, que tentou encurralar o presidente desde o início. Os próximos dias responderão se Flávio Bolsonaro errou na dose de ironia de deboche ou se marcou um gol ao confrontar Lula sem cerimônia.

22h17 – Apoiadores de Lula e Flávio seguem com gritos e provocações após fim do debate

Apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro continuaram a trocar gritos enquanto os jornalistas finalizavam o programa. Aliados do presidente entoaram “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. Do lado de Flávio, apoiadores repetiram “mito, mito”.

22h12 – Flávio Bolsonaro foca em segurança pública e defende Ministério da Prosperidade

O senador Flávio Bolsonaro concentrou suas considerações finais em propostas para a segurança pública e na criação de um Ministério da Prosperidade. Ao encerrar sua participação, voltou a criticar Lula, a quem acusou de mentir, e afirmou que não promete o que não pode cumprir.

Flávio também disse que eleitores estariam sendo “ameaçados” por sua opção política e que o voto é secreto. “Você pode ir e votar Flávio Bolsonaro para presidente que ninguém vai ficar sabendo”, declarou.

22h10 – Lula retoma estratégia que usou contra Alckmin

Nas considerações finais, o presidente Lula retomou o tema das privatizações, que a campanha do PL usou para encurralar Geraldo Alckmin em 2006, no segundo turno, contra o próprio Lula. Segundo o petista, Flávio Bolsonaro é favor de vender a Petrobras. A questão, porém, é que o eixo ideológico da maioria dos brasileiros mudou desde então. Ou seja, muitos eleitores são favoráveis à redução do tamanho do Estado.

O presidente afirmou também que o Brasil tem uma “perspectiva extraordinária” de crescimento e defendeu o fortalecimento do Estado e da indústria nacional. O candidato disse que sabe como fazer o país voltar a crescer e citou a recuperação da indústria naval e de outros setores industriais como exemplos de ações de seus governos.

Lula também afirmou que o país cresceu 7,5% durante seu segundo mandato e que, após seu retorno à Presidência, voltou a registrar crescimento anual acima de 3%. Ao final, afirmou que pretende fazer do Brasil um país desenvolvido em um eventual quarto mandato.

22h07 – Flávio Bolsonaro insiste em ficar atrás de Lula e cria confusão

O candidato do PL quis se posicionar atrás de Lula durante as considerações finais do petista, o que gerou protestos da plateia e uma intervenção firme da apresentadora Adriana Araújo. Flávio Bolsonaro insistiu nessa estratégia durante todo o debate.

22h05 – Lula insiste em falar das entregas de seu governo

Lula conseguiu fazer um retrospecto das entregas de seu atual mandato. Falou também em um “salto de qualidade” versus “retrocesso e atraso”. No entanto, essa é a mesma estratégia, em linhas gerais, de sua campanha, que saiu derrotada no primeiro turno.

21h56 –  Segurança é a zona de conforto de Flávio Bolsonaro

Candidato da oposição, sempre que se sente acuado por Lula, Flávio Bolsonaro retorna ao tema da segurança pública. Após ter sido desafiado a abrir os sigilos, disse que vai devolver as ruas ao povo brasileiro.

21h54 – Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilos

Após os dois candidatos terem desperdiçado a chance de formularem propostas para o tema “produtividade”, sugerido pelos apresentadores, Lula trouxe para o debate a relação da família Bolsonaro com os EUA e desafiando Flávio: “Amanhã, eu e você abrimos nossa conta bancária, nosso sigilo telefônico para a população saber quem é ladrão no Brasil”. . Lula propôs que os dois entreguem as informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao  Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respectivamente. “Eu abro da minha família inteira. Você abre da sua família”, afirmou. “Não tenho nada esconder, só o que o seu dinheiro é por fora, Lula”, respondeu Flávio Bolsonaro, ao novamente fazer referência a áudio publicado pela Veja, cuja origem é desconhecida pela Polícia Federal.

21h51 – A família Bolsonaro está submetida aos interesses americanos, diz Lula

21h44 – “Malandro carioca” é um dos assuntos mais comentados no X após fala de Lula sobre Flávio Bolsonaro

A expressão “malandro carioca” entrou entre os assuntos mais comentados no X após o presidente usar o termo para se referir ao senador Flávio Bolsonaro durante o debate da Band. “Você vê que essa carinha boa dele é a carinha do mentiroso contumaz, é o malandro carioca, que finge que não finge e mente descaradamente”, afirmou Lula durante bloco de perguntas dos jornalistas. 

Depois, Flávio Bolsonaro aproveitou a declaração para se dirigir aos eleitores do Rio de Janeiro. “Quero me solidarizar com meus irmãos e irmãs do Rio de Janeiro, que foram aqui chamados de ‘malandros’ pelo meu concorrente”, disse. O senador afirmou que Lula trata dessa forma as pessoas que preferem a mudança, em referência à vantagem dele na capital. Foram 47,88% dos votos válidos, ante 43,91% de Lula.

21h42 – Bolsonaristas hostilizam e perseguem casal apoiador de Lula na Avenida Paulista; assista

Um casal de apoiadores de Lula foi hostilizado por bolsonaristas na avenida Paulista durante a dispersão do Bloquinho 22, ato com Flávio Bolsonaro que começou às 11h deste domingo (18/10).

Às 14h30, perto da estação Brigadeiro do Metrô, a designer gráfica Vitória Viana, 20 anos, e o vendedor Matheus Fernando, 29, que estavam com adesivos de Lula nas roupas pretas, começaram a receber provocações dos bolsonaristas, quase todos com uniformes da Seleção.

Eles reagiram com ironia, fazendo o L com as mãos e dançando quando a multidão em torno deles cantou “Recua, petista, recua”. Logo, o clima ficou mais pesado. Apoiadores de Flávio Bolsonaro os cercaram, xingando. Outros tentaram impedir a reportagem do JOTA de filmar a reação. Durante a cobertura, manifestantes bolsonaristas derrubaram duas vezes o celular da reportagem do JOTA e tentaram impedir as filmagens com xingamentos, empurrões e bloqueio de passagem. Assista abaixo:

21h36 – Flávio Bolsonaro promete congelar dívidas e boletos

“Quando eu for presidente, os juros vão cair”, disse o candidato do PL. Segundo ele, essa queda vai gerar uma ambiente econômico favorável para a retomada do crescimento econômico. Ele afirmou que, se for eleito, fará um congelamento das dívidas e boletos para pessoas físicas (seis meses) e jurídicas (um ano). “A Caixa será o banco da prosperidade”.

21h34- Lula reconhece custo de vida alto e diz que inflação foi maior no governo Bolsonaro

Lula reconheceu que o custo de vida está alto, mas afirmou que a inflação foi maior durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). “Eu tenho consciência que o custo de vida está caro, mas estava mais caro no governo do pai dele”. 

Na comparação, entre os governos, o presidente também destacou o aumento real do salário mínimo e disse que só seu governo teve a “decência” de reajustar o piso acima da inflação. Lula também atribuiu parte da pressão sobre os preços à guerra envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de amigo de Flávio Bolsonaro. 

21h32 – Flávio reconhece que Jair Bolsonaro poderia ter ido melhor na pandemia

Questionado por Lula, o candidato da oposição reconheceu que a gestão do seu pai na Presidência não foi um exemplo na saúde. Segundo o petista, Jair Bolsonaro “colocou três ministros da saúde, um mais mequetrefe do que outro”. Flávio Bolsonaro, porém, disse que as mortes de brasileiros por conta da ausência de segurança pública foram maiores do que as da pandemia.

21h28 – Flávio Bolsonaro diz que votou pelo fim da escala 6×1 após ter escutado trabalhadores 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante o debate da Band, que percorreu o país e ouviu trabalhadores sobre o fim da escala 6×1. “Rodei o país inteiro, ouvi você, trabalhador, ouvi você que queria mais esse dia de folga”, disse. O candidato afirmou que pretende conduzir seu governo ouvindo a população e associou o tempo livre à segurança pública. “Na sua folga, no atual governo, você vai para a praia com medo de ser assaltado, de levarem seu celular”, declarou.

21h27- Lula derrapa na saidinha; Flávio Bolsonaro consegue encaixar seu discurso

Após Flávio Bolsonaro ter questionado Lula sobre o caso de um preso beneficiado pela “saidinha” que se aproveitou da liberdade temporária para cometer crime, o presidente defendeu a importância da medida para a ressocialização. Na sequência, o candidato da oposição falou sobre o aumento do custo de vida e prometeu melhorar a vida dos brasileiros.

21h21- Flávio Bolsonaro diz que não vai reverter fim da escala 6×1, mas já chamou proposta de oportunista

Flavio Bolsonaro afirmou durante o debate da Band que não pretende propor a reversão do fim da escala 6×1 e classificou como “mais uma mentira” do PT a afirmação de que faria isso. A declaração ocorre após o candidato ter criticado a proposta e, depois, anunciado apoio à mudança.

Em 6 de outubro, Flávio chamou de “oportunista” a discussão sobre o fim da escala 6×1 durante o segundo turno e afirmou que Lula tentava usar a pauta para ganhar votos. Em maio, também havia classificado a iniciativa como “inoportuna e eleitoreira”.

Em 13 de outubro, porém, o senador mudou o discurso e anunciou que votaria a favor da proposta no Senado, alegando que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala. Na ocasião, defendeu ajustes no texto e disse preferir uma jornada com mais flexibilidade para o trabalhador

21h19 – Lula questiona se Flávio Bolsonaro quer privatizar o SUS

O senador prometeu criar um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF para reunir informações dos pacientes e acelerar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o debate da Band, afirmou que pretende levar ao sistema público o “padrão Einstein”, em referência ao Hospital Israelita Albert Einstein. Disse ter chamado o médico Claudio Lottenberg, ex-presidente da instituição, para integrar sua equipe. A proposta foi apresentada sob a crítica de que, após 20 anos de governos do PT, a saúde pública não teria mudado.

Lula contestou a proposta e questionou se Flávio pretende privatizar o SUS. O presidente afirmou que o adversário não conhece a realidade da rede pública porque “nunca foi no SUS, nunca foi numa UPA”. Também citou a pandemia de Covid-19 e disse que cerca de 700 mil mortes poderiam ter sido evitadas durante a atuação do governo do seu pai.

A discussão teve interrupções de Flávio durante a resposta do presidente quando Lula o chamou de “palhaço”. A mediadora afirmou que o senador não poderia responder novamente naquele momento. Lula criticou o comportamento dos adversários e os acusou de falta de ética.

21h16 – Muita acusação, nervosismo e poucas propostas

O primeiro bloco do debate terminou sem que os candidatos tivessem apresentado propostas importantes e debatidos temas como saúde, educação e meio ambiente. No entanto, trocaram acusações sobre o caso Master, o escândalo do INSS e seus familiares.

Os dois candidatos estão aparentemente nervosos. Mesmo Lula, que começou tentando aparentar tranquilidade, se descontrolou no final. Flávio Bolsonaro iniciou sua estratégia em tom debochado e irônico, porém, ao ser confrontado com acusações que envolvem o caso Master e ter sido chamado de miliciano, também se estressou.

21h13 – Lula perde a chance de tratar de temas de interesse do eleitor ao ter a palavra final no primeiro bloco

Lula teve um minuto livre no fim, mas voltou a falar negativamente sobre Flávio Bolsonaro, não sobre temas de interesse do eleitor. Já Flávio Bolsonaro teve um minuto de direito de resposta e falou sobre a preocupação do eleitor com a segurança.

21h05 – Debate descamba para o bate-boca

O primeiro debate entre o presidente Lula e o candidato de oposição, Flávio Bolsonaro, descambou para o bate-boca, com trocas de acusações e clima tenso. Com isso, nenhum deles apresentou propostas de interesse dos brasileiros até o momento.

20h59 – Lula diz que quer voto de todos os presidiários, ‘até de Jair Bolsonaro’, após provocação de Flávio

Lula afirmou que quer receber o voto de todos os brasileiros, inclusive de pessoas presas e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador Flávio Bolsonaro (PL). A resposta foi dada depois de Flávio Bolsonaro ter recebido votos de eleitores presos provisoriamente.

Flávio insistiu no assunto e afirmou que presídios comemoraram a vitória de Lula nas eleições de 2022. O presidente rebateu trazendo à discussão um caso de assassinato de uma menina de cinco anos e a atuação de Flávio Bolsonaro, que já era senador, em defesa de um policial militar acusado pelo crime.

20h55 – Lula chama Flávio de miliciano

O candidato petista disse que não ficaria fisicamente perto de Flávio Bolsonaro porque ele é “miliciano”.

20h50 – Presidente questiona Flávio Bolsonaro sobre dinheiro de Vorcaro

“Você pegou R$ 134 milhões [do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília], mentiu para a sociedade brasileira. O que é que você fez com esse dinheiro? Explique para a sociedade brasileira”, disse o presidente.

Flávio Bolsonaro, com ironia, afirmou que o dinheiro foi para o filme Dark Horse, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que Lula receberia um convite VIP para assistir a estreia. “Você não tem como ser admirado por ninguém”, disse o candidato do PL.

20h48 –  Flávio Bolsonaro mantém tom agressivo; Lula tenta manter controle

O candidato do PL afirmou que está “esfregando umas verdades na cara” do presidente, que tenta se controlar, especialmente quando confrontado com questões que envolvem Lulinha.

20h47 – Ao citar Luchsinger, Flávio diz que Lula “não deve ter dormido bem”

Durante o debate, Flávio perguntou se Lula conhecia Roberta e disse que ela havia feito acusações graves contra o presidente e seu filho: “Fez acusações muito graves contra você. Sei que você não deve ter dormido bem, porque ela falou de muito mais coisas. Você dizia que não a conhecia. Você tem a oportunidade agora de corrigir sua resposta: você conhece Roberta Luchsinger?”.

Lula respondeu que o caso cabe à PF e afirmou que a empresária contou mentiras na entrevista à CNN. O presidente também declarou que as investigações devem esclarecer os fatos e que os envolvidos precisam responder caso sejam comprovadas irregularidades.

Na sequência, Lula mudou o foco para o senador e cobrou explicações sobre a suposta relação de Flávio Bolsonaro com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. O presidente questionou a manutenção de um escritório ligado a Flávio e também citou a investigação sobre o esquema de fraudes no INSS durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

20h40 – ‘Você acha que já ganhou as eleições, você se prepara que você vai perder a imunidade no dia 25’, diz Lula a Flávio Bolsonaro

20h31- Lula pergunta o que Flávio Bolsonaro tem contra as mulheres e Flávio Bolsonaro retruca: “Você conhece Roberta Lucshinger?”. Candidatos trocam acusações

O candidato do PL subiu o tom ao citar o Fábio Luís, filho do presidente, investigado no caso do INSS. Flávio citou a entrevista da lobista Roberta Luchsinger à CNN, com acusações contra o presidente e sua família. “A Roberta é uma questão da Polícia Federal, e quando a Polícia Federal terminar de investigar (o caso) você vai saber quem é a Roberta”, responde Lula, que também afirmou que a oposição “aliciou” a lobista.

“O filho do Lula mora em um bairro muito rico (em Madrid, na Espanha)”. “Meu filho abriu sua conta bancária para ser investigado”. “Não sou um pai que protege um filho como seu pai”, respondeu o presidente. “Por que ele está fugindo lá na Espanha?”, questionou o senador. “O seu irmão está fugindo nos EUA”, respondeu Lula.

20h30 – Na economia, Lula evoca sua trajetória na Presidência; Flávio Bolsonaro parte  para o ataque

O presidente citou índices da suas gestões ao responder questão sobre economia. O candidato do PL tentou puxar a discussão para a economia da vida real, com falas sobre preço dos alimentos, por exemplo, e aproveitou para desferir o primeiro ataque ao petista: “Vou tirar [dinheiro] do Lula e vou dar para você”

20h27 – Flávio Bolsonaro começa em tom enérgico, enquanto Lula tenta demonstrar tranquilidade

Ao falar sobre segurança pública, o candidato do PL usou termos fortes para falar sobre criminosos. Disse que um eventual governo não haverá “mão na cabeça” e que “marginais ficarão presos”. Desde o início da campanha, o senador tem dado prioridade a esse tema.

Flávio Bolsonaro também afirmou que pretende declarar guerra ao que chamou de “narcoterrorismo” a partir de janeiro de 2027 e prometeu classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações desse tipo.

O senador também citou a lei antifacção aprovada pelo Congresso e criticou a política de segurança pública do atual governo. “No governo do Flávio Bolsonaro não vai ter ninguém passando a mão na cabeça de bandido, como tem no atual governo”, afirmou. Ele prometeu ainda construir mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário.

Lula, por sua vez, questionou a atuação de Flávio enquanto senador na discussão da PEC da Segurança Pública e afirmou que, embora a segurança seja uma atribuição dos estados, os governos estaduais não conseguiram conter o avanço das organizações criminosas. O presidente citou a lei antifacção aprovada pelo Congresso e defendeu a PEC como instrumento para ampliar a atuação federal no enfrentamento às facções e milícias. Disse que criará um Ministério da Segurança Pública assim que a PEC for aprovada. 

Ao defender as ações de sua gestão, Lula afirmou que o governo pretende intensificar o combate ao crime organizado. O presidente também declarou que as medidas adotadas nos últimos quatro anos superam o que foi feito anteriormente no país.

20h25 – Hashtags de apoio a Lula dominam assuntos políticos em alta no X

As hashtags de apoio a Lula aparecem entre os assuntos políticos mais comentados no X (antigo Twitter) na noite deste domingo, durante o debate presidencial da Band. O tópico mais comentado é #LULAVAIVENCER, primeiro nos assuntos do momento. Também estão em alta #ExercitoDoLulaNaBand e #AtoPelaDemocracia.

As expressões aparecem na lista de assuntos do momento da plataforma, ao lado de temas esportivos e de entretenimento. Até o momento, não há hashtags de apoio a Flávio Bolsonaro.

20h19 – As regras do começo do debate da Band

A abertura do primeiro bloco terá duas perguntas formuladas pelos mediadores Eduardo Oinegue e Adriana Araújo para cada um dos candidatos. Na sequência, Flávio Bolsonaro e Lula começam a debater em confronto direto.

20h15 – Começa o debate presidencial da Band com Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos a presidente da República

20h12 – Veja como foram as sabatinas com Lula e Flávio Bolsonaro na Globo

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20h03 – Debate começará 20h15 

O debate será atrasado em 15 minutos. Marcado para às 20h, começará às 20h15. A informação é do diretor-geral de conteúdo do Grupo Bandeirantes, Rodolfo Schneider, que justificou a alteração do horário em razão do atraso dos candidatos. Flávio Bolsonaro chegou menos de 30 minutos antes do início, Lula chegou 10 minutos depois. Eles estão em salas separadas junto a aliados e assessores.

19h52 – Lula chega à Band e defende debate com “aula de civilidade” e sem provocações

O presidente Lula (PT) disse que espera que o debate entre os candidatos à Presidência sirva para esclarecer as propostas dos candidatos e seja marcado pela civilidade, sem ataques pessoais.

“Eu espero que o debate seja uma aula de civilidade, para que a sociedade aprenda a gostar de política. Porque, se for xingamento, se for provocação, a sociedade já está cansada disso”, afirmou. Questionado se considera ter vantagem sobre Flávio Bolsonaro por participar de debates eleitorais há mais tempo, Lula respondeu: “Eu não sei se tenho vantagem. Acho que tenho um pouco mais de experiência. Não sei se experiência vale nesse país”.

Lula também afirmou que sua estratégia será manter o contato direto com a população e citou as viagens pelo país nas últimas semanas como parte desse esforço. Ele acrescentou que espera que a participação no debate televisivo também contribua para ampliar o diálogo com o eleitorado. O presidente chegou acompanhado por marqueteiros e pela primeira-dama, Janja.

19h36 – Flávio Bolsonaro chega à Band e promete “esfregar verdades na cara” de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou à Band e afirmou que pretende confrontar o presidente Lula (PT): “Vai ser muito prazeroso esfregar algumas verdades na cara dele”. O candidato disse que gostaria de ter enfrentado Lula em um debate ainda no primeiro turno e afirmou que o encontro seria uma uma oportunidade para aprofundar as propostas dos dois lados.

“Poder trazer a verdade à população brasileira, falar do projeto de prosperidade do nosso lado, que é infinitamente melhor do que o projeto de trevas e de atraso que é o lado de lá. O Brasil escolheu a mudança no primeiro turno, vai escolher a mudança no segundo também”, afirmou.

Flávio Bolsonaro disse que a campanha petista foi baseada na mentira e fez uma comparação entre o seu grupo político com os aliados de Lula. “No nosso time vai ter muito mais Tarcísios e Dani Marques, enquanto do lado do Lula vocês viram muitos Haddads e Dilmas”, afirmou. Flávio Bolsonaro chegou à emissora acompanhado de Daniela Marques, Sérgio Moro e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Lula ainda não está presente.

19h35 – Políticos e aliados aguardam chegada de Flávio e Lula 

Políticos e aliados dos candidatos à Presidência estão na Band para acompanhar o debate presidencial. Entre os presentes estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) e o ex-prefeito do Recife João Campos, presidente nacional do PSB.

Também chegaram Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha petista em São Paulo, as deputadas federais Luna Zarattini (PT-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o deputado federal reeleito Delegado Olim (PP). 

19h24 – Alckmin vê “momento alto” da campanha e destaca importância do debate 

Ao chegar ao debate na noite deste domingo, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive um “momento alto na campanha do segundo turno”, com crescimento nas redes sociais e nas ruas.  

Alckmin avalia que o debate permitirá comparar as propostas de Lula e do adversário em temas que devem ter peso na escolha dos eleitores. “Vamos poder ter um bom confronto para comparar saúde, economia, desemprego”, afirmou.

19h10 – Judiciário interferiu em debate e levou Globo a cancelar programa no primeiro turno

Em 1º de outubro, a ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido da campanha petista e proibiu a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito vazio reservado a Lula, que havia anunciado ausência no encontro. A decisão da ministra também suspendeu a possibilidade de os adversários direcionarem perguntas ao presidente.

Horas depois, Flávio Bolsonaro, que havia confirmado presença, desistiu do debate e classificou a decisão como censura. No mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes, do STF, autorizou a participação de Renan Santos (Missão), alterando a configuração do encontro. A Globo cancelou o evento, alegando que as decisões judiciais interferiram nas regras previamente acordadas com as campanhas e provocaram insegurança jurídica.

18h51 – Entrevista de Luchsinger lembra cartada de Collor com mãe de Lurian

A oito dias do segundo turno, a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN ofereceu à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) munição pesada contra Lula (PT) na reta final da campanha. A cena lembra um dos episódios mais controversos da eleição de 1989, quando Fernando Collor levou Miriam Cordeiro, mãe de Lurian, à televisão para atacar o adversário. Mas, desta vez, há uma diferença importante. O espaço era uma entrevista jornalística, não a propaganda eleitoral do concorrente. A entrevista deve ser tema do debate deste domingo entre Flávio Bolsonaro e Lula. Leia a íntegra da análise de Fábio Murakawa sobre a entrevista de Luchsinger.

18h33 – Estratégia de Lula e Flávio esvaziou debates presidenciais 

O primeiro turno das eleições de 2026 terminou sem um embate entre os líderes da disputa. A estratégia de ambos de condicionar a participação nos encontros à presença do principal adversário contribuiu para esvaziar a agenda de debates. O encontro da Band, em 23 de agosto, com apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) foi o debate inaugural com menor número de candidatos desde a redemocratização.

No primeiro turno, Lula havia decidido não comparecer aos debates sob o argumento de que o formato favorece ataques simultâneos e oferece pouco espaço para responder aos adversários. A avaliação de que seria o principal alvo dos candidatos de direita também pesou na decisão. Já Flávio Bolsonaro adotou a estratégia de apenas participar dos confrontos em que Lula estivesse presente, para evitar virar alvo dos demais candidatos do campo conservador. Agora no debate da Band de segundo turno, a partir das 20h, os dois irão finalmente debater pela primeira vez.

18h05 – Flávio Bolsonaro e Lula têm menor diferença no 1º turno desde a redemocratização

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro chega à reta final com diferença estreita nas pesquisas de intenção de voto. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,15% de Lula. Foi uma distância de 1,87 ponto percentual, por volta de 2,2 milhões. É a menor da história entre candidatos no primeiro turno desde a redemocratização.

Levantamentos divulgados nesta semana reforçam o cenário de equilíbrio. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro mostrou Flávio com 46% das intenções de voto e Lula com 44%, em empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Já o Datafolha, divulgado no dia seguinte, apontou 51% para Flávio e 49% para Lula nos votos válidos, também dentro da margem de erro.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Com os dois candidatos tecnicamente empatados nas pesquisas, a campanha entra na última semana com a disputa pelo eleitorado indeciso e a tentativa de consolidar os apoios conquistados no primeiro turno. Os candidatos contam com o debate desta noite para influenciar este cenário.