A Nunes Marques, Meta e Google dizem que não encontraram irregularidades no ‘Exército do Lula’

As empresas Meta e Google informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (23/10) que não encontraram irregularidades no canal “Exército de Lula”, nem de comportamento inautêntico e coordenado, nem de violações às políticas das empresas.
O X informou que identificou atuação coordenada no uso das hashtags e do termo indicados, realizada predominantemente por usuários autênticos, o que não é vedado pela política de autenticidade; e esclareceu que aplicou, em relação ao “reduzido componente inautêntico”, as medidas previstas no Plano de Conformidade assinado com o TSE.
As plataformas respondem à uma determinação do ministro Kassio Nunes Marques, que deu 24 horas para que elas prestassem informações.
O pedido de Nunes Marques se deu em uma ação movida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula. A coordenadora jurídica da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, questionou a vigilância do canal de Janones quanto às violações às regras eleitorais. A defesa de Flávio sustenta que existe uma coordenação no “Exército de Lula”, com ordens a serem cumpridas, com hashtags em horário marcado, comentários ditados e textos prontos.
Nunes Marques solicitou esclarecimentos às três empresas: Meta, Google e X. Até então, as controvérsias sobre o canal comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG) estavam ligadas apenas à Meta.
Entre as informações solicitadas estavam: identificação de comportamento coordenado; análise dos padrões de engajamento e distribuição; rastreabilidade e circulação de conteúdos; análise das atividades publicitárias e de amplificação remunerada; aderência ao Plano de Conformidade e demonstração de quais providências já foram tomadas pelas empresas.
Segundo a Google, “as verificações técnicas internas disponíveis não identificaram sinais de ameaça cibernética, tráfego automatizado, ataques por scripts ou infraestrutura de botnet relacionada aos termos examinados”.
E complementa: “também não foram identificadas violações de política ou medidas de aplicação adotadas pela Google em razão dos fatos narrados. O dado é relevante porque reforça a distinção entre mobilização humana coordenada — que reflete pesquisas feitas por usuários reais — e manipulação artificial por meios automatizados”.
A Meta informou que as URLs do Instagram indicadas nos autos e localizadas pela Meta foram analisadas pelas equipes, e o resultado é que não violam as políticas da empresa e não há indícios de Comportamento Inautêntico Coordenado (CIB). A empresa pediu prazo maior para análise do material enviado por pen drive.