Alexandre diz que Mendonça pediu sua inclusão no caso Master; ministro cita ‘PF paralela’

Lado a lado, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, discutiram durante o julgamento na corte desta terça-feira (15/9).
Antonio Augusto/STFO Plenário do Supremo analisa a abertura de uma investigação contra Moraes, após a revelação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro direcionadas a ele, apontadas em um relatório da Polícia Federal solicitado por Mendonça.
O embate começou depois de Alexandre perguntar: “Quem tem medo da Polícia Federal?” A declaração veio na esteira de posicionamentos contrários dos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux sobre o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por decisão de Mendonça, posteriormente suspensa.
Na sequência, Alexandre afirmou que há testemunhas de que Mendonça teria pedido a inclusão de seu nome na investigação do caso Master. “Eu tenho testemunhas que o ministro André, em reunião, pediu: ‘incluam o Alexandre'”.
O ministro foi interrompido por Mendonça, que repetiu: “É mentira”. Alexandre então indagou: “Então vamos chamar as testemunhas?”, ao que Mendonça rebateu: “Pode chamar quem quiser, vão mentir”.
Na mesma sessão, Mendonça defendeu que existe “uma PF paralela monitorando ministros do Supremo”, em referência ao que justificou sua ordem de afastamento do diretor-geral da PF, em 8 de setembro.
Alexandre de Moraes ainda acusou o colega de estar “a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”, em referência a bolsonaristas. Ele defendeu, por fim, que o procedimento que questiona a atuação de Mendonça seja julgado em conjunto com o processo do caso Master.
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