Constitucional

Lula reúne Fachin, Alcolumbre e Motta em 7 de Setembro com soberania em destaque

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Lula reúne Fachin, Alcolumbre e Motta em 7 de Setembro com soberania em destaque

Dias depois da eclosão da maior crise do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o Banco Master, os chefes dos Três Poderes acompanharam juntos o desfile do 7 de Setembro nesta segunda-feira (7/9) em Brasília. Lula participou da cerimônia ao lado dos presidente do STF, Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também esteve presente na cerimônia, assim como ministros do governo.

O evento teve como um dos principais temas a soberania nacional. O assunto, que é um dos motes da campanha de Lula à presidência, foi tema de painéis nas fachadas dos ministérios durante a cerimônia e apareceu diversas vezes ao longo do desfile. O 7 de setembro também foi marcado por manifestações do público pelo fim da escala 6×1 e de apoio ao presidente – com cantos de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

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A presença simultânea dos chefes dos Poderes marcou uma diferença em relação ao 7 de Setembro de 2025. Naquele ano, nenhum ministro do Supremo compareceu à cerimônia. Mais distanciado do governo à época, Alcolumbre também não participou do desfile.

Neste ano, Fachin participa do evento dias depois de a crise no STF ter escalado diante das suspeitas contra o ministro Alexandre de Moraes, que de acordo com a PF trocou mensagens com Daniel Vorcaro dias antes da prisão do ex-banqueiro, e dos questionamentos sobre a atuação processual do colega André Mendonça. Moraes e Mendonça não participaram do desfile.

Também acompanharam o desfile o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, outros dois personagens da crise. Messias recusou um pedido da PF para recorrer de decisões de Mendonça e é citado como próximo dele por um relatório de inteligência usado por Moraes para pedir a suspeição do colega. No desfile, Messias ficou novamente ao lado de Davi Alcolumbre depois do desgaste provocado pela indicação do chefe da AGU ao STF, rejeitada pelo Senado em abril.

Já Rodrigues aparece de forma mais direta no caso Master. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram o banqueiro pedindo a Moraes que tratasse de sua situação com “Andrei e Paulo” – referências, segundo os investigadores, ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O chefe da PF também foi uma das autoridades a quem Fachin pediu esclarecimentos em meio à escalada das tensões no Supremo.

Soberania

O governo escolheu “Soberania — A força que une o Brasil” como mote das comemorações. Além da soberania nacional, a programação foi organizada em torno do enfrentamento à violência contra as mulheres e da promoção da Copa do Mundo Feminina de 2027.

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O tema da soberania já havia sido explorado por Lula no pronunciamento exibido em cadeia nacional na noite de domingo (6/9). O presidente defendeu que decisões sobre os recursos naturais e minerais críticos do país sejam tomadas pelo Brasil e voltou a rejeitar interferências estrangeiras em assuntos nacionais.

“Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia”, afirmou Lula. A mensagem também dialoga com discurso adotado pelo presidente nos últimos meses e na campanha pela reeleição.

7 de Setembro durante a campanha

A celebração ocorreu a menos de um mês do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Enquanto Lula participava do ato oficial em Brasília, adversários organizaram manifestações em outras cidades. Flávio Bolsonaro (PL) participou da mobilização organizada na Avenida Paulista, em São Paulo.

Neste ano, houve algumas mudanças devido às restrições da legislação eleitoral para evitar que a estrutura da Presidência e do evento oficial fosse associada à promoção eleitoral. Diferentemente de edições anteriores, não houve distribuição de bonés ou outros itens alusivos ao 7 de Setembro ao público.

Mas pautas da campanha surgiram ao longo do evento. Pessoas próximas à tribuna das autoridades gritaram diversas vezes pelo fim da escala 6×1 enquanto Lula, Alcolumbre e Motta acompanhavam a cerimônia. Também foram registrados gritos de apoio ao presidente e de “sem anistia” aos presos do 8 de Janeiro.

Além dos chefes dos Poderes, ministros do governo participaram do desfile. Estiveram na Esplanada José Múcio (Defesa), Dario Durigan (Fazenda), Luiz Marinho (Trabalho), Wolney Queiroz (Previdência Social), Alexandre Padilha (Saúde), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social), entre outros integrantes do primeiro escalão.

Lula chegou à área destinada às autoridades pouco depois das 9h. O desfile reuniu integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea e terminou por volta das 11h15. Nas arquibancadas, havia pessoas com roupas verde-amarelas, camisas da seleção brasileira e peças vermelhas ou alusivas ao PT.