Reino Unido confirma aporte de US$ 540 milhões para fundo de florestas tropicais

O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (3/9) o aporte de 400 milhões de libras, ou cerca de US$ 540 milhões, ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (o TFFF, na sigla em inglês), mecanismo de financiamento para manter a floresta de pé, liderado pelo Brasil e lançado oficialmente durante a COP30 em Belém.
Com isso, como antecipou o JOTA, a ferramenta passa a ter US$ 7,3 bilhões. A meta para que comece a operar é de US$ 10 bilhões, o que o governo acredita que acontecerá antes de 31 de dezembro.
Neste caso, o fundo deverá começar a captar recursos já no início de 2027, o que significa que os países já dariam início às operações de monitoramento da cobertura florestal entre 2027 e 2028, e receber os pagamentos entre 2028 e 2029.
A contribuição britânica, que deve ser anunciada oficialmente durante a Climate Week em Nova York, no final de setembro, se dará na forma de empréstimo, como aconteceu com a do Brasil, e pode ser ainda maior com eventual desembolso adicional nos próximos meses. O país, que participou diretamente da constituição do fundo desde o início, acabou não contribuindo como esperado durante a COP30.
A condição para o investimento do governo do Reino Unido é a participação nos mecanismos de supervisão do fundo. “Isso permitirá ao Reino Unido atuar em conjunto com outros países para promover suas prioridades e interesses enquanto supervisiona o investimento, ajudando a garantir resultados sólidos para os contribuintes e investidores britânicos, incluindo a City de Londres”, afirmam os britânicos em nota.
“O investimento permanece sujeito à due diligence final, o que inclui uma análise do tamanho definitivo do mecanismo, dos arranjos de crédito, da estrutura e dos termos do empréstimo”, diz o texto da nota.
Há expectativa de novos aportes em Nova York e durante a COP31, em Antalya, na Turquia, em novembro. Até aqui, sete países haviam feito contribuições pontuais ao TFFF: Brasil, Indonésia, Noruega, Alemanha, França, Portugal e Luxemburgo.
Pelas expectativas mais otimistas, pode render somente ao Brasil, um de seus beneficiários, algo entre US$ 1 e US$ 1,3 bilhão ao ano. Isso mantidas certas condições, em um cenário sobretudo de desmatamento muito baixo. O grande atrativo do fundo é, nos moldes em que está sendo desenvolvido, o fato de que será investimento seguro, com garantia de Estado, a oferecer remuneração de mercado AAA.