Veja como foi o debate da Globo com Flávio Bolsonaro e Lula antes do segundo turno das eleições 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estarão frente a frente mais uma vez nesta sexta-feira (23/10), a partir das 21h20, no último debate entre os candidatos à Presidência das eleições de 2026. Promovido pela TV Globo, o encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli, e exibido após o Jornal Nacional.
O debate é realizado a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25/10), em uma disputa que permanece tecnicamente empatada. O JOTA faz a cobertura ao vivo do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A diferença entre os candidatos no primeiro turno ficou abaixo dos 2 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro terminou à frente, com cerca de 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
O encontro será o segundo confronto direto entre os dois candidatos nesta campanha. No último domingo (18/10), Lula e Flávio participaram do debate promovido pela TV Bandeirantes. O programa foi marcado por acusações mútuas de corrupção e ataques envolvendo familiares. O presidente questionou o adversário sobre um pedido de R$ 134 milhões feito ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento de o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Flávio cobrou explicações sobre as suspeitas envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger.
Ao final do debate, Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos bancário e telefônico. O presidente manteve o assunto no centro de sua estratégia ao longo da semana, retomando as cobranças em entrevista e atos de campanha. O próprio presidente Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira (20/10), a autorização para a quebra de sigilo de seus dados, da primeira-dama, Janja da Silva, e dos seus cinco filhos, incluindo Lulinha, acusado de tráfico de influência e envolvimento no escândalo das fraudes do INSS. O ministro André Mendonça, do TSE, decidiu que não cabia à Justiça Eleitoral verificar o conteúdo deste tipo de documento e que os candidatos poderiam por conta própria abrir seus sigilos.
Veja como foi o debate da Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno das eleições 2026
0h16 – Chegamos ao fim da cobertura do debate da Globo. No domingo, a partir das 8h, o JOTA fará uma cobertura em tempo real do andamento das eleições no segundo. E a partir das 16h transmitiremos uma live com análises sobre o andamento da apuração e dos resultados das eleições 2026. Clique no vídeo abaixo e depois ative o sininho para ser notificado quando começar a live do JOTA no domingo.
0h03 – Lula apostou no medo e ganhou na ‘lacração’; Flávio Bolsonaro encaixou propostas
O presidente Lula jogou para estimular no eleitor o medo de votar em Flávio Bolsonaro. Essa foi sua tática principal do começo ao fim do debate. Assim, deixou de lado as propostas para um eventual terceiro mandato e não fez o olho do eleitor brilhar em nenhum momento quanto ao futuro. No entanto, conseguiu desestabilizar o adversários em vários momentos e foi mais efetivo na “lacração”.
Flávio Bolsonaro, bem treinado, buscou aproveitar o tempo para encaixar propostas sobre um eventual mandato na Presidência e tentar se mostrar preparado para ser presidente. Fora de seu estilo, citou números e programas. Mas deixou muitas perguntas do presidente sem respostas.
Se Lula conseguir que boa parte dos brasileiros “indecisos” tenha vergonha ou preguiça de sair de casa para votar em Flávio Bolsonaro, a virada pode acontecer. Caso Flávio Bolsonaro tenha conseguido convencer esse grupo que a vida com ele no Planalto será melhor, a eleição estará definida em favor do senador.
23h52 – Lula voltou a provocar Flávio a abrir contas à Justiça Eleitoral e cobra transparência
O presidente desafiou o senador a apresentar suas contas à Justiça Eleitoral neste sábado (24/10). Durante o debate, Lula voltou a cobrar que o adversário abra seus sigilos e afirmou que ele “está devendo essa para a sociedade brasileira” e que precisa provar “quem é ladrão nesse país”.
A campanha de Flávio Bolsonaro escalou o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR) para examinar os documentos financeiros de Lula, de familiares e de pessoas próximas, incluindo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a primeira-dama, Janja. Lula chamou o ex-procurador da República “picareta” durante o debate.
As campanhas formalizaram na quinta-feira (22/10), no TSE, as autorizações necessárias para a quebra dos sigilos. O acordo prevê o acesso a dados dos dois candidatos e de terceiros relacionados, com condições estabelecidas pelas duas equipes. Flávio autorizou a abertura de seus sigilos dos últimos 20 anos, enquanto Lula aceitou incluir informações de familiares e pessoas próximas.
O ministro André Mendonça, do TSE, afirmou que a Corte não precisa intermediar a divulgação. Os próprios titulares podem tornar públicas as informações. A campanha de Lula defende a participação do tribunal para garantir que os dados sejam apresentados simultaneamente e sem recortes.
23h50 – Flávio Bolsonaro critica gestões petistas na economia
O senador afirmou, nas considerações finais do debate, que pretende se comprometer com três objetivos: recuperar o poder de compra da população, defender a liberdade e devolver a soberania aos brasileiros. Ao se despedir, Flávio Bolsonaro pediu que os brasileiros reflitam sobre a economia e rezem por um país melhor.
23h49 – Lula ataca Flávio Bolsonaro nas considerações finais.
Ao pedir o voto dos brasileiros, presidente chamou o adversário de “miliciano”. Flávio conseguiu um direito de resposta e disse que, com ele na Presidência, o Brasil voltará a ter tranquilidade.
23h47 – Flávio Bolsonaro fala de Lulinha e de lobista
No final do debate, o candidato do PL citou o filho do presidente e a relação dele com uma lobista. O “caso Lulinha no INSS” refere-se a uma série de investigações da Polícia Federal que apuram o suposto envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho do presidente Lula), em um esquema de tráfico de influência e corrupção.
Em entrevista à CNN Brasil em 17 de outubro de 2026, a empresaria e lobista Roberta Luchsinger acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de mentir e afirmou que Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) participava de reuniões com ministros do governo federal.
23h44 – Lula repete estratégia de desafiar Flávio Bolsonaro
O presidente Lula, a exemplo do que fez no debate da Band, lançou novo desafio ao adversário Flávio Bolsonaro: “Eu e você vamos na Justiça amanhã abrir a sua conta e a minha”. O senador não respondeu.
23h43 – Lula diz que Flávio Bolsonaro negociou compra de vacina
Presidente afirmou que senador estava em um barco negociando a compra da vacina Covaxin pelo governo de Jair Bolsonaro, que se tornou um dos maiores escândalos da pandemia de Covid-19. O processo foi marcado por suspeitas de superfaturamento, falsificação de documentos, pressões internas sobre servidores e a atuação de intermediários influentes. O senador negou.
23h39 – Nome de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, surge no debate
Flávio Bolsonaro e Lula fazem referências ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela PF em Brasília. O senador questionou o presidente sobre uma garrafa de uísque enviada pelo ex-dono do banco Master e avaliada em cerca de R$ 500 mil, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal e divulgadas pela imprensa. O Planalto nega que Lula tenha recebido a bebida.
Lula rebateu lembrando a ligação de Flávio com Vorcaro. Conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro divulgadas no mês de maio mostraram a negociação de R$ 134 milhões e uma relação de proximidade entre os dois. Até então, Flávio Bolsonaro havia dito diversas vezes que não tinha qualquer relação com o ex-banqueiro.
Lula também questionou Flávio sobre sua posição em relação à identificação de munições utilizadas pelas forças de segurança. O tema está ligado ao Projeto de Lei 3.723/2019, apresentado durante o governo de Jair Bolsonaro, que prevê mudanças nas regras de marcação de cartuchos. A identificação permite rastrear a origem de munições usadas em crimes. Flávio já classificou a discussão sobre o rastreamento como um “detalhezinho”, mas negou ter defendido a retirada das marcações durante debate anterior.
23h31 – Flávio Bolsonaro deixa sem resposta caso da ‘ilha do Richarlison’
Presidente questionou o adversário sobre a acusação feita pelo jogador Richarlison. “Me desculpe, craque. Mas você está tomando volta de seu empresário”, se limitou a dizer o candidato do PL.
O “caso da ilha” de Richarlison refere-se a uma complexa disputa jurídica e política pela posse de um imóvel de luxo na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O atacante da seleção brasileira acusa Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz (amigo do parlamentar) de tomarem a propriedade “na mão grande” por meio de manobras judiciais.
Lula também perguntou sobre a relação do advogado Willer Tomaz com Flávio. O senador descreveu Willer como um amigo.
23h25 – Pela primeira vez, Lula se sai bem na segurança
Para o analista Fábio Murakawa, do JOTA, pela primeira vez em um debate, Lula se sai bem no tema segurança em relação ao rival. Expôs as ligações de Flávio Bolsonaro com a milícia, a defesa que fez do policial que assassinou Ana Clara, deixou o rival desconcertado. Isso pode ter efeito. Apesar da gafe de dizer “acabar com a milícia” em vez de “acabar com a polícia”, pode ter efeito negativo sobre Flávio Bolsonaro e ofuscou o rival no tema em que a direita costuma ficar mais confortável. Vantagem para Lula nesse bloco.
23h21 – Fim do terceiro bloco do debate. Falta apenas mais um bloco
23h19 – Presidente sai das cordas com caso Ana Clara
Ao ser questionado sobre ter encabeçado como advogado a defesa do homem acusado de matar a menina Ana Clara, de 5 anos, Flávio visivelmente se descontrolou, ao ponto de se referir à mãe da criança com o nome da vítima.
Cristiane Gomes da Silva é o nome da mãe da menina. Ana Clara Machado tinha cinco anos quando morreu, em 2 de fevereiro de 2021, após ser atingida por um disparo de fuzil enquanto brincava na porta de casa, em Niterói (RJ), durante uma ação da Polícia Militar. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o cabo Bruno Dias Delaroli por homicídio qualificado, sob a acusação de que ele atirou em direção a uma área residencial e assumiu o risco de atingir moradores. O policial nega que o disparo tenha partido de sua arma e ainda não foi julgado.
O episódio voltou a ganhar forte repercussão nacional em outubro de 2026, durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial.
“O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil em uma menina de 5 anos? Que segurança é essa? Que território é esse? O território da bala? O território de um policial poder matar uma criança de 5 anos?”, perguntou Lula
23h18 – Lula está deixando Flávio Bolsonaro fazer comício
Presidente está com dificuldade em impor sua agenda ao candidato de oposição, que aproveita para enfileirar propostas.
23h17 – Lula promete escolas em tempo integral em 100% da rede
O presidente prometeu concluir a expansão do ensino em tempo integral para 100% das escolas. Ao escolher o tema, Lula afirmou que queria discutir educação, mas o mediador César Tralli explicou que a opção disponível era ensino integral. O presidente insistiu que o assunto era mais amplo.
“Educação é mais do que ensino integral. Ensino integral é uma das vertentes da educação. Você não pode falar da educação sem falar de ensino integral”, disse.
O senador acusou o governo Lula de zerar o orçamento federal para escolas em tempo integral. Em resposta, o presidente defendeu os investimentos de sua gestão em educação, citou o programa Pé-de-Meia e a criação de universidades.
23h12 – Flávio diz que Lula é pai do Tigrinho. Lula rebate: “O Tigrinho foi seu pai quem criou”
O senador chamou o presidente Lula de “pai do tigrinho” durante o debate da TV Globo, em referência aos jogos de cassino on-line. Flávio também acusou o governo petista de prejudicar clubes de futebol e criticou a atuação de Lula em relação às apostas.
Lula rebateu a acusação e afirmou que Flávio é “irmão do tigrinho” e que o adversário e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem responsabilidade pelo cenário das apostas on-line. O petista afirmou que as bets se tornaram um “inferno na vida” de muitas pessoas e defendeu a decisão de proibir a atividade no país por meio de uma medida provisória editada em 25 de setembro de 2026.
Em 2018, durante a gestão de Michel Temer (MDB), a Lei 13.756 autorizou as apostas esportivas de quota fixa. A lei exigia uma regulamentação em até quatro anos, o que não foi feito pelo governo seguinte, de Jair Bolsonaro. Em dezembro de 2023, já na gestão Lula, a Lei 14.790 estabeleceu regras para a exploração das apostas esportivas e dos jogos on-line no país.
23h06 – “Meu concorrente prometeu picanha e entregou abóbora”, diz Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro voltou a comparar a política econômica do governo Lula com a vida dos brasileiros. Disse que o presidente não recuperou o poder de compra da população e afirmou que a Caixa Econômica Federal será o “banco da prosperidade”.
Lula responde citando os programas Desenrola e disse que comprará a dívida dos brasileiros dos bancos privados.
23h04 – Lula levanta bolas para Flávio Bolsonaro cortar
Presidente foi bem quando cobrou explicações sobre a chacota dos nove dedos, porém, ao abordar o tema das aposentadorias e da saúde, acabou levantando bolas para Flávio Bolsonaro cortar.
23h02 – Lula questiona “tesouraço” de Flávio Bolsonaro no SUS, e senador promete ampliar investimentos
Lula cobrou explicações sobre declarações do médico Cláudio Lottenberg, escolhido pelo senador para o Ministério da Saúde, de que não haveria novos investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Lula perguntou como Flávio pretende melhorar o atendimento sem ampliar os recursos destinados à rede pública e criticou o “tesouraço” nos gastos.
Flávio Bolsonaro afirmou que os cortes seriam direcionados à burocracia, e não ao SUS, e disse que os recursos destinados à saúde são mal aplicados. O senador também criticou as filas para consultas e tratamentos e acusou Lula de ter votado contra a criação do SUS na Constituição de 1988.
Lula rebateu as declarações e afirmou que o SUS foi fundamental para salvar vidas durante a pandemia de Covid-19, em meio à condução da crise pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). O presidente criticou a postura do ex-presidente em relação à vacinação e destacou o trabalho de profissionais de saúde que atuaram durante a emergência sanitária.
Flávio Bolsonaro afirmou que pretende manter os investimentos no SUS e citou o atendimento prestado pelo sistema a Jair Bolsonaro após a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. O senador também criticou a demora no atendimento a pacientes com câncer, prometeu ampliar o atendimento do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e acusou o governo Lula de não apresentar soluções para as dívidas das Santas Casas. Como exemplo, mencionou a tabela SUS Paulista, adotada pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
22h55 – Chega ao fim o segundo bloco do debate da Globo
22h54 – Flávio Bolsonaro mira ponto fraco de Lula com as contas públicas
Candidato do PL tenta explicar a política econômica do governo Lula por meio da vida dos brasileiros. No mandato atual (2023–2026), o cenário econômico do Brasil repete a dualidade das gestões anteriores, sendo caracterizado por fortes indicadores de emprego, consumo e crescimento econômico de um lado, contrapostos a uma severa deterioração das contas públicas, alta da dívida e juros elevados.
A cobrança do mercado financeiro é grande por um ajuste nas contas públicas. O próximo presidente terá ainda de lidar com a insatisfação dos brasileiros em relação ao custo de vida e ao endividamento recorde das famílias. No entanto, as previsões são de que a economia deverá crescer menos a partir do ano que vem.
22h52 – Eleitores de Lula e Bolsonaro gritam palavras de ordem durante debate da Globo
22h50 – A disputa nos canais de WhatsApp de apoio a Lula e Flávio Bolsonaro
Na disputa dos canais no WhatsApp, a tropa do Flávio, comandada pelo Nicolas, está apostando em fazer muitos cortes dos melhores momentos do senador. Já o Exército do Lula, que chegou nesta noite a 10 milhões de seguidores, não enviou nenhum corte. Janones está participando de uma live do ICL durante o debate. Enquanto isso, O canal Exército do Lula publicou uma foto da mãe da menina Ana Clara, uma comparação de preços entre os governos Lula e Bolsonaro e uma publicação sobre Lula nove dedos.
22h48 – Lula cita obras no Nordeste, e Flávio acusa petista de favorecer facções na região
O Nordeste foi tema de confronto entre os candidatos. Questionado por Lula sobre propostas para a região, Flávio afirmou que vê o Nordeste como uma solução para o país e disse que será “o carioca mais nordestino que existe na face da Terra”.
A fala ocorre em meio à tentativa de aliados de Flávio Bolsonaro de ampliar o diálogo com o eleitorado da região. Na terça-feira (20/10), apoiadores do senador publicaram um vídeo com relatos de moradores da região sobre problemas enfrentados no dia a dia. Posteriormente, a Meta, empresa responsável pelo Instagram, retirou o áudio da publicação após uma solicitação ligada a direitos autorais. Os bastidores do vídeo, em que um diretor dá orientações para retirar do enquadramento uma antena parabólica, também geraram críticas nas redes sociais.
No debate, o senador acusou o governo petista de permitir a expansão do Comando Vermelho no Nordeste junto aos governadores da região aliados ao petista e afirmou que os estados da região estão entre os mais violentos do país.
Lula rebateu citando investimentos realizados durante seus mandatos, como a transposição do rio São Francisco e a instalação de indústrias automobilísticas na Bahia e no Ceará. O presidente também mencionou a implantação de um instituto tecnológico da Aeronáutica no Ceará e questionou o que o governo de Jair Bolsonaro fez pela região.
Lula afirmou ainda que pessoas do Sul e do Sudeste historicamente tratam o Nordeste como uma região que não merece respeito. O petista disse que Flávio passa a impressão de não gostar dos nordestinos.
22h40 – Lula obriga Flávio Bolsonaro a se desculpar por tê-lo chamado de “nove dedos”
O candidato do PL, no primeiro bloco, fez chacota com o fato de o presidente ter perdido um dedo da mão quando era metalúrgico. Lula, em tom indignado, exigiu que ele pedisse desculpas. O presidente afirmou que conhece o mundo do trabalho por ter sido operário e disse que não aceitaria ser desrespeitado por alguém que, segundo ele, nunca trabalhou como um trabalhador comum. Após a cobrança, Flávio pediu desculpas ao presidente.
“Se eu te ofendi, te peço desculpas, de verdade”, disse o candidato do PL. Porém, em seguida, Flávio Bolsonaro disse que Lula precisa pedir desculpas ao povo por seu governo.
Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho quando atuava como torneiro mecânico, em 1964.
22h38 – A dificuldade de Lula
Presidente Lula precisa utilizar o debate para tentar convencer os brasileiros de que Flávio Bolsonaro é despreparado para governo o país. Essa é a estratégia adotada até agora. Porém, o tom do petista parece um pouco acima.
22h36 – Lula obriga Flávio Bolsonaro a fazer um mea culpa na licença maternidade
Presidente questionou Flávio Bolsonaro no caso do voto contra a ampliação da licença-maternidade quando exercia o cargo de deputado estadual. “Eu hoje votaria completamente diferente”, disse o candidato do PL.
22h29 – Ao falar sobre o Nordeste, Lula joga em casa
“O Nordeste no nosso governo ganhou cidadania, ganhou respeito”, disse, sobre a região do país. Presidente citou a Transnordestina e a transposição do rio São Francisco para dizer que trabalhou pelo desenvolvimento da região, onde ele e o PT têm obtido altos índices de aprovação.
Segundo ele, o adversário não gosta do Nordeste. Flávio Bolsonaro rebateu dizendo que Lula levou a facção criminosa Comando Vermelho para a região.
22h28 – Regras favoreceram propostas no primeiro bloco
As regras do debate favoreceram a apresentação de ideias e de propostas porque obrigaram os candidatos a falar sobre temas determinados e regiões do país.
No segundo bloco, porém, o clima deve esquentar…
22h26 – O primeiro bloco do debate da Globo chega ao fim
22h25 – Lula critica gestão ambiental de Bolsonaro após Flávio Bolsonaro falar em autonomia indígena
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que vai garantir a autonomia dos povos indígenas para “que eles decidam o que fazer nas suas terras”. Em resposta, Lula criticou a política ambiental do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a gestão não atendeu indígenas e quilombolas e deixou a Amazônia desprotegida. “Não sei se vocês prestaram atenção no que ele falou porque é tudo contrário do que fizeram”, disse o presidente.
Lula defendeu a economia verde e disse que a floresta em pé pode gerar mais recursos do que atividades como a pecuária. Flávio, por sua vez, prometeu investir em saneamento básico na região, seguindo as metas do Marco Legal do Saneamento.
22h19 – Lula perde tempo novamente e Flávio pede que Tralli não interfira
O presidente voltou a deixar parte do tempo disponível sem usar durante o debate. Ao perceber que o petista ainda tinha cerca de 1 minuto e 6 segundos de tréplica, o mediador César Tralli o alertou de que poderia continuar. Flávio Bolsonaro (PL) pediu então que o jornalista não interferisse no tempo do adversário.
Lula insistiu em questionar se Flávio reajustaria o salário mínimo acima da inflação e afirmou que o senador não respondia às suas perguntas. Flávio respondeu que concederia aumento real ao salário mínimo e também reajustaria as aposentadorias. Lula questionou se a medida seria compatível com o corte de gastos defendido pelo candidato do PL.
22h18 – Lula insiste em descredenciar Flávio como debatedor
Flávio Bolsonaro perguntou sobre o saneamento na região Norte. Lula respondeu dizendo que seu adversário “não conhece o Brasil”. Segundo Lula, Flávio só ouviu falar de Manaus e da região Norte quando o pai dele, Jair Bolsonaro, riu da falta de oxigênio na capital do Amazonas durante a pandemia da Covid-19.
22h16 – Flávio Bolsonaro volta a ser irônico com Lula: “confesso que estou com dificuldade de entender o que ele está falando”
22h14 – Flávio Bolsonaro diz ser favorável à tarifa zero no transporte público
Questionado por Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ser favorável à tarifa zero no transporte público aos fins de semana. A proposta é tema de uma PEC enviada pelo governo Lula ao Congresso nesta semana, que prevê a gratuidade do transporte coletivo nesses dias e o uso de parte das emendas parlamentares para financiar a medida.
Antes, o senador já havia criticado a proposta. Em transmissão para apoiadores em 15 de outubro, ele disse que a proposta era “mirabolante” e acusou Lula de prometer ao eleitorado algo que não cumpriria.
22h12 – Lula traz Milei e ‘tesouraço’ para o debate
Ao falar sobre a região Sul do país, Lula colocou no debate o governo de Javier Milei na Argentina. O candidato Flávio Bolsonaro tem focado sua campanha econômica na promessa de um ajuste fiscal agressivo, apelidado por ele e pela oposição de “tesouraço”, que projeta um corte de gastos públicos de 1,5% a 2% do PIB (entre R$ 190 bilhões e R$ 250 bilhões).
Lula ao longo da campanha tem afirmado que o “tesouraço” proposto por Flávio Bolsonaro vai cortar benefícios sociais, como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Farmácia Popular.
Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre o reajuste do salário mínimo para os aposentados. “Vou reajustar as aposentadorias acima da inflação”, disse o candidato do PL.
22h08 – Flávio Bolsonaro ataca ponto fraco de Lula e do PT com o agro
Candidato do PL, ao abordar o Centro-Oeste, explorou os problemas históricos que o Lula e o PT têm com os empresários do agronegócio. Segundo Flávio Bolsonaro, o presidente é inimigo do agronegócio. Ele citou, inclusive, as altas taxas de juros. Todos os governadores eleitos nos estados da região são aliados de Flávio Bolsonaro. Lula negou e disse que todos os segmentos da agricultura receberam altos investimentos.
22h02 – Economia é destaque logo no início do debate
Flávio Bolsonaro focou na “economia da vida real” para abordar o tema da economia, após Lula ter tido que ele é um aluno que decora, mas não aprende. O presidente citou o reajuste do salário mínimo para ressaltar governo do PT. Segundo Lula, no atual mandato (2023–2026), a política de salário mínimo baseou-se na retomada da Lei de Valorização Permanente, instituída formalmente em agosto de 2023. O principal objetivo foi restabelecer os ganhos reais (acima da inflação) que haviam sido interrompidos no governo anterior de Jair Bolsonaro.
22h01 – Lula confunde regra do bloco, mas Tralli deixa desta vez que ele continue a falar mesmo depois de devolver palavra a Flávio Bolsonaro
O presidente Lula se confundiu com o uso do tempo na dinâmica do debate durante uma rodada de perguntas sobre o Sudeste. O presidente encerrou a tréplica antes de esgotar o tempo disponível e quase deixou passar cerca de 1 minuto e 30 segundos restantes no cronômetro. O mediador, César Tralli, chamou a atenção de Lula para o tempo ainda disponível e perguntou se ele queria continuar. Flávio Bolsonaro (PL) reclamou da situação, afirmando que o adversário havia escolhido não utilizar todo o tempo previsto. Lula continuou a sua fala, mas ainda assim abriu mão de 8 segundos.
21h58 – Flávio Bolsonaro chama Lula de “nove dedos”
21h57 – Após treino com Tarcísio, Flávio Bolsonaro começa o debate em tom mais moderado
Diferentemente do que ocorreu no encontro da Band, realizado no dia 18 de outubro de 2026, quando Flávio Bolsonaro adotou um tom altamente combativo, agressivo e irônico, o candidato de oposição começou o debate da Globo mais moderado, tentando demonstrar tranquilidade.
O estilo anterior foi moldado por um treinamento que contou com a influência de Pablo Marçal, focando na provocação direta ao adversário e na produção de cortes rápidos para as redes sociais (“lacração”).
Desta vez, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumiu um papel central na preparação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para o debate da TV Globo , com o objetivo de adotar um tom mais moderado, propositivo e focado em segurança e custo de vida.
21h55 – Flávio Bolsonaro acena ao agro ao falar de infraestrutura
O candidato de oposição prometeu, se eleito, investir no transporte ferroviário para escoar a produção de grãos do país e ampliar o acesso à internet. Essas são duas reinvindicações antigas do setor agropecuário.
“O nosso agro pode crescer ainda mais se tiver esse infraestrutura de internet”, disse o candidato. Se eleito, ele prometeu “rasgar este país de ferrovias”, disse.
Lula rebateu elencando obras de seu governo no setor de infraestrutura, como a transposição do rio São Francisco.
21h47 – Regra do debate da Globo impede candidato de ficar atrás do adversário
Flávio Bolsonaro não terá como repetir a estratégia utilizada no debate da Band, de ficar atrás de Lula enquanto o petista falava. Os candidatos terão de aguardar no púlpito quando o outro fala.
21h43 – Quem são os conselheiros de Lula e Flávio no debate da Globo
Os candidatos terão três auxiliares cada um em uma área reservada do estúdio para acompanhar o debate e orientá-los durante o confronto.
Lula estará acompanhado do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação do governo e marqueteiro do presidente desde a eleição passada. Também estão com Lula o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e aliado do presidente; e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que também participou da preparação do petista para o debate.
Do lado de Flávio Bolsonaro, estarão Duda Lima, publicitário e marqueteiro responsável pela estratégia de comunicação da campanha; Daniella Marques, economista e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que atua como conselheira do candidato na área econômica; e Fábio Portela, assessor de imprensa da campanha, responsável pela comunicação com jornalistas.
Os seis poderão acompanhar o desempenho dos candidatos e contribuir com orientações durante os intervalos do debate.
21h42 -Candidatos são acompanhados por comitiva de aliados
O debate reúne aliados políticos dos dois candidatos nos espaços reservados a convidados. Ao lado de Lula, estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito do Piauí Rafael Fonteles (PT), além de Edinho Silva, João Campos e Carlos Lupi, respectivamente, presidentes do PT, PSB e PDT.
Na área reservada a Flávio Bolsonaro, entre os que acompanham o debate estão o seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e os senadores eleitos de São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Ao todo, a Globo permitiu a presença de cerca de 30 convidados por candidato.
21h40 – Começa o debate da Globo
21h37 – Campanhas comparam importância do debate a Kennedy versus Nixon
A importância do debate de logo mais na TV Globo tem sido comparada pelas duas campanhas, de Flávio Bolsonaro e de Lula, ao encontro entre John F. Kennedy e Richard Nixon, realizado em 26 de setembro de 1960 nos EUA.
Foi o primeiro debate presidencial transmitido pela televisão na história dos Estados Unidos. John F. Kennedy ganhou o debate na percepção do público em geral e acabou eleito presidente.
21h30 – Mãe de Ana Clara chega ao debate na Globo; Flávio Bolsonaro defendeu PM acusado da morte da menina
Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um disparo de fuzil em Niterói (RJ), em 2021, acompanhará o debate nos Estúdios Globo. Segundo a colunista Malu Gaspar, de O Globo, Marcelo Freixo disse que vai apresentá-la a Flávio Bolsonaro durante o encontro.
O caso ganhou maior repercussão eleitoral após Lula questionar, no debate da Band, no domingo (18/10), a atuação de Flávio Bolsonaro como advogado do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pela morte da criança. Em 2024, o senador assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão que levou o PM a júri popular. O pedido foi rejeitado. O julgamento foi adiado para 2027.
21h16 – ‘Exército de Lula’ mostra divisão do TSE e acende alerta sobre parcialidade de Nunes Marques
Se no 1º turno, Kassio Nunes Marques adotou uma postura mais ‘low profile’ à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no 2º, o ministro mostrou-se mais ativo, sobretudo, em relação à atuação digital das campanhas. Multiplicaram decisões sobre alcance de postagens, publicações removidas e collabs. Mas foi por conta do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que o ministro mostrou a que veio e se indispôs com colegas da Corte.
21h01 – Anotações de Flávio Bolsonaro para debate citam mulheres e imagem de “estadista”
Anotações do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o debate presidencial da TV Globo registram a intenção de direcionar mensagens às mulheres e projetar uma imagem de “estadista”. O material foi fotografado pela repórter Gabriela Biló, da “Folha de S.Paulo”, quando o candidato embarcava em Brasília rumo ao Rio de Janeiro. Entre as frases escritas à mão estão “Mulheres – falar para elas”, “preço do mercado – falar para elas” e “segurança – falar para elas”.
O documento também reúne tópicos separados por regiões do país. Segundo a reportagem para o Sudeste, há referências ao custo de vida, como “salário acaba antes do mês”. No Centro-Oeste, as anotações citam o agronegócio e a situação de produtores rurais. Para o Nordeste, aparecem segurança pública, energia, irrigação e Bolsa Família. Já no Sul, Flávio menciona as enchentes em Porto Alegre.
20h55 – Cármen Lúcia nega ação do PT que pedia transporte interestadual grátis no 2º turno
A ministra Cármen Lúcia, Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (23/10) a ação que pedia a extensão do transporte público gratuito no dia das eleições para a modalidade interestadual. A petição foi ajuizada no Supremo pela Coligação Brasil Pronto para Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Cármen Lúcia, o pedido é inviável porque não teria tempo hábil para a Justiça eleitoral em todo o país tomar as providências necessárias para prestar o serviço com tranquilidade e segurança para os eleitores.
20h45 – Lula chega ao debate e diz que vai ao debate para “ganhar as eleições”
O presidente Lula chegou aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, ara participar do debate presidencial com o senador Flávio Bolsonaro (PL). À GloboNews na chegada, Lula afirmou que foi ao confronto para “ganhar as eleições”. O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, e do coordenador de comunicação da campanha, Sidônio Palmeira.
20h42 – Campanha de Flávio Bolsonaro afastou Marçal da preparação para debate da Globo
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deixou Pablo Marçal de fora da preparação do senador para o debate presidencial da TV Globo em uma tentativa de reduzir a influência do coach na estratégia do candidato. Marçal participou dos bastidores do confronto da Band e foi associado à postura mais agressiva adotada por Flávio durante o programa.
A mudança faz parte de uma tentativa de ajustar o tom do candidato para o último debate antes do segundo turno. Integrantes da campanha passaram a defender uma postura menos combativa e mais voltada à apresentação de propostas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da preparação de Flávio ao lado do marqueteiro Duda Lima.
20h35 – Flávio Bolsonaro chega aos Estúdios Globo para o debate
Flávio Bolsonaro chegou aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, para o último debate presidencial antes do segundo turno. Em entrevista à GloboNews na chegada, o candidato disse que a expectativa é a “melhor possível” para o confronto com o presidente Lula. O senador afirmou que pretende apresentar suas propostas e disse que os brasileiros têm “dois caminhos para escolher”.
Ele estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da assessora econômica Daniella Marques e do irmão Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina. Na comitiva de convidados do candidato também estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito de São Paulo, e Douglas Ruas (PL), governador eleito do Rio de Janeiro.
20h30 – Floriano, do TSE, determina que Nunes Marques se abstenha de derrubar canal de Lula
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (23/10) que o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, se “abstenha” de usar sua competência administrativa para determinar a suspensão, retirada ou restrição do canal “Exército de Lula”, até que sobrevenha alguma decisão do plenário sobre o tema. “Longe de caracterizar censura à condução desta Presidência, a presente tutela se presta a reforçar sua atuação e a confiança nela depositada”, escreveu o ministro.
20h16 – Cueva manda retirar áudio enganoso sobre voto de mesários de ‘Tropa do Flávio’ sob pena de suspensão
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23/10) que o canal “Tropa do Flávio”, criado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), retire do ar publicações inverídicas postadas, sob pena de suspensão. O corregedor determina que, em 2 horas após a intimação, seja removido pela Meta e pelos responsáveis pelo canal um áudio enviado pelo deputado e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) em que ele diz, sem provas, que mesários “espalhados por todo o Brasil, principalmente ali na região do Nordeste” estariam votando no lugar de eleitores que se abstiveram.
20h03 – Como 47% a 46% no Datafolha pode virar empate de 50% a 50% entre Lula e Flávio
Como uma vantagem de 1 ponto percentual nos votos totais do Datafolha pode desaparecer e virar um empate nos votos válidos? Um resultado publicado de 47% para Flávio Bolsonaro e 46% para Lula pode se transformar em 50% a 50% depois que brancos, nulos e indecisos são excluídos e os percentuais são arredondados. O motivo está nas casas decimais que não aparecem nos números divulgados. Leia a análise de Daniel Marcelino, cientista de dados do JOTA.
19h38 – Lula suspendeu compromissos para preservar a voz antes de debate
A preparação de Lula para o último debate presidencial antes do segundo turno incluiu a suspensão de compromissos para preservar a voz. Na quarta-feira (21/10), o presidente cancelou a gravação de uma entrevista à TV Record após rouquidão em compromissos públicos.
Além da entrevista, gravações previstas para a campanha também foram suspensas, embora ele tenha participado de uma live com o deputado federal André Janones (Rede-MG). O petista vinha cumprindo uma agenda de atos de campanha, caminhadas e compromissos presidenciais na reta final da disputa.
19h25 – O que acontece se Lula e Flávio Bolsonaro empatarem no segundo turno das eleições 2026?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputam a segunda etapa do pleito após registrarem 45,16% e 47,03% dos votos válidos, respectivamente. A eleição segue muito apertada, a ponto de o último Datafolha mostrar 50% das intenções de voto para cada um dos candidatos quando considerados os votos válidos. Mas o que acontece se o improvável acontecer e, de fato, a eleição terminar empatada? A resposta está na Constituição Federal.
19h12 – Debate terá quatro blocos e regras de circulação dos candidatos
O debate da Globo terá quatro blocos e terminará com um momento de considerações finais. No primeiro bloco, serão seis rodadas de perguntas e respostas sobre temas relacionados às diferentes regiões do país e a uma questão prioritária de âmbito nacional. No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolherão os temas das perguntas entre as opções exibidas no telão. Nos três primeiros blocos, cada um terá três minutos por rodada. No quarto, de tema livre, os presidenciáveis terão oito minutos de fala cada, sem limite de intervenções.
A dinâmica de circulação pelo cenário foi ajustada após reclamações da campanha petista sobre a postura de Flávio Bolsonaro no debate da Band, no domingo (18/10). O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, pediu que o senador não ficasse andando atrás de Lula enquanto o presidente falasse para as câmeras.
A regra da Globo prevê que, nos três primeiros blocos, apenas o candidato com a palavra poderá circular; no último, cada um ficará restrito ao próprio lado do cenário. A campanha de Lula também pediu checagem de fatos em tempo real. A emissora concordou em publicar verificações no g1 durante o debate. O debate será o último confronto televisionado entre os dois antes do segundo turno, no domingo (25/10).