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Agregador do JOTA: Lula tem 77% de chance de reeleição a menos de 25 dias do primeiro teste nas urnas

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Agregador do JOTA: Lula tem 77% de chance de reeleição a menos de 25 dias do primeiro teste nas urnas

O cenário eleitoral tornou-se menos favorável ao presidente Lula (PT). A perda de apoio nas pesquisas de intenção de voto e de popularidade, combinada à recuperação de Flávio Bolsonaro (PL) — sobretudo como alternativa para derrotar Lula no segundo turno — levou o presidente ao menor nível de favoritismo registrado pelo agregador do JOTA neste semestre.

A probabilidade de reeleição caiu para 77% nesta semana, uma redução de seis pontos percentuais em apenas oito dias. Na semana anterior, o status do incumbente já havia recuado de “franco favorito” para “favorito”, refletindo a deterioração observada nas pesquisas e o impacto das sucessivas crises de imagem que atingiram o governo.

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Mais importante do que o número em si é a direção do movimento. A tendência é desfavorável à tentativa de Lula de conquistar um quarto mandato, e o presidente atravessa seu momento de menor vantagem no agregador neste semestre. Ainda assim, a piora no favoritismo não alterou o cenário-base: pelo consenso das informações disponíveis, a reeleição de Lula em uma disputa de dois turnos continua sendo o resultado mais provável.

Um outro ponto de atenção é que as pesquisas estaduais sugerem uma disputa presidencial mais estável do que as oscilações observadas nos levantamentos nacionais. No nível estadual, o quadro parece mudar menos, ou com menor intensidade, do que sugerem os movimentos recentes captados pelas pesquisas nacionais.

Há, porém, uma ressalva importante: a leitura estadual pode carregar mais ruído estatístico, porque há menos pesquisas disponíveis e elas frequentemente apontam em direções opostas. Por outro lado, as amostras estaduais, em geral, são maiores do que os recortes regionais avaliados nos levantamentos nacionais, o que dá mais peso para a leitura individual. É um sinal complementar — útil para identificar movimentos, mas ainda insuficiente para substituir a fotografia do agregado nacional.

Vitória no 1º turno sai do radar

A vitória no primeiro turno nunca foi, de fato, uma hipótese relevante para o nosso modelo. Agora, com os demais candidatos somando entre 21% e 23%, essa possibilidade praticamente saiu do radar. Os dados mais recentes indicam que a chance de a eleição ser decidida já em 4 de outubro caiu para menos de 2%.

É uma probabilidade estatisticamente residual, mas há uma particularidade: Lula é o único candidato com alguma possibilidade de atingir esse resultado, porque não enfrenta um concorrente competitivo à esquerda. A fragmentação do restante do campo, porém, torna a necessidade de um segundo turno cada vez mais evidente.

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A abstenção também tem peso importante nessa conta. A hipótese do modelo é que o padrão de comparecimento observado em eleições anteriores se repita em 2026. É, aliás, uma premissa semelhante à adotada pelas pesquisas, que ponderam suas amostras com base na participação eleitoral passada.

Até aqui, as evidências disponíveis também não apontam para uma onda de abstenção, apesar do desalento que atinge uma parcela relevante do eleitorado independente. A teoria sugere, na verdade, o contrário: quanto mais acirrada a disputa se mostra nas pesquisas, maior tende a ser o incentivo do eleitor para comparecer às urnas. Em uma eleição percebida como competitiva, o voto tende a ganhar valor — e a abstenção, a perder espaço.