Lorenzo Pazolini é eleito governador no Espírito Santo

Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador do Espírito Santo neste domingo (25/10). Com 100% das urnas apuradas, ele obteve 52,17% dos votos válidos, derrotando Ricardo Ferraço (MDB), que recebeu 47,83%.
Pazolini terá Eliane Leal (PL) como vice-governadora. A chapa assumirá o Palácio Anchieta em 6 de janeiro de 2027 para um mandato de quatro anos.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Pazolini ficou perto da vitória. Com a totalidade das urnas apuradas, ele registrou 49,65% dos votos válidos, contra 34,06% de Ricardo Ferraço. Helder Salomão ficou na terceira posição, com 15,32%.
Pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro mostrou que Pazolini liderava as intenções de voto para o segundo turno, com 47%. Ferraço aparecia em segundo lugar, com 38% das menções.
O governador eleito
Lorenzo Pazolini, 43 anos, deixou o cargo de prefeito de Vitória para se candidatar. O político declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República, embora o partido Republicanos tenha se posicionado de forma neutra em relação à corrida presidencial.
Advogado por formação e pós-graduado em Gestão de Segurança Pública, o ex-prefeito iniciou na vida pública em 2018, quando foi eleito deputado estadual. Fez carreira anterior na Polícia Civil, onde atuou como delegado, e no Tribunal de Contas do Espírito Santo, onde ocupou o cargo de auditor. Em 2020, foi eleito prefeito da capital capixaba, cargo para o qual foi reeleito em 2024.
Ricardo Ferraço
Ferraço assumiu o governo do estado em 2 abril de 2026, com a saída de Renato Casagrande (PSB), que deixou o cargo em abril para concorrer ao Senado. Com 63 anos, é natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES). O político foi vice-governador do estado por duas vezes: entre 2007 e 2010 e mais recentemente entre 2023 e 2026. Com mais de 40 anos na política, Ferraço ocupou também cargos de vereador, deputado estadual, deputado federal e senador. No Poder Executivo capixaba, assumiu secretarias como a de Estado de Transportes e Obras e a da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca.
Em 2017, Ferraço integrou a lista de investigados em abertura de inquérito determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Delatores da empreiteira Odebrecht afirmaram que o político recebeu R$ 400 mil em caixa dois para sua campanha ao Senado em 2010. Nas planilhas, o codinome de Ferraço seria “Duro”. Ferraço negou as acusações. Em 2018, o ministro Luís Roberto Barroso arquivou o inquérito por falta de provas.
Ferraço não declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) nem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente e chegou a afirmar ao veículo de comunicação A Gazeta que “não é papel de governador fazer oposição” a quem comanda o governo federal. O político tem como vice em sua chapa Camillo Neves (PP), que era vereador de Vitória.