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Urnas lacradas: os relatos de eleitores e mesários confusos após decisão de Zanin

JOTA·
Urnas lacradas: os relatos de eleitores e mesários confusos após decisão de Zanin

Eleitores de diferentes zonas da cidade de São Paulo não conseguiram votar após as 17h deste domingo (25/10), apesar da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até às 19h. Em alguns locais, mesários inicialmente receberam orientações divergentes sobre o fechamento das urnas. Ainda assim, as urnas fechadas e já lacrados após a decisão não puderam ser reabertas. Nenhum voto adicional foi computado nelas, somente nas que permaneciam abertas. 

No Colégio Nossa Senhora das Dores, na Casa Verde, os mesários receberam orientação para encerrar a votação às 17h. Segundo relatos, eles conversaram com representantes da Justiça Eleitoral, mas, sem novas instruções, foram orientados a seguir o procedimento de fechamento. Com isso, eleitores que chegaram após o encerramento não puderam votar.

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Situação semelhante ocorreu no Colégio Virgem Poderosa, no Sacomã. Às 16h30, os mesários foram informados de que deveriam manter as urnas abertas. No entanto, às 17h, funcionários do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) orientaram o fechamento dos equipamentos, mesmo após os mesários relatarem a decisão do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o período de votação até às 19h.

Na Escola Estadual Godofredo Furtado, no Jardim Paulista, os mesários receberam a informação de que as urnas já fechadas, com a emissão do boletim de urna feita às 17h, não poderiam ser reabertas. Nem todas as seções haviam encerrado a votação. Para os eleitores que chegassem a uma seção com a urna já fechada, a orientação era registrar nome e CPF e encaminhá-los ao cartório eleitoral. Esses eleitores não poderiam votar. Eleitores que aparecessem para votar nas seções eleitorais com as urnas ainda abertas poderiam votar normalmente. De acordo com os mesários, nenhum eleitor apareceu após às 17h. 

O juiz eleitoral Fabrício Reali, responsável pela Zona Eleitoral do Tatuapé, afirmou ter solicitado a suspensão do encerramento da votação nas seções sob sua supervisão após a decisão de Zanin. Nas seções em que as urnas continuavam abertas, a votação foi mantida até as 19h. Reali informou que um eleitor foi ao cartório eleitoral por ter tido sua sessão encerrada. A orientação foi de que não havia mais a possibilidade de votar.

 

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No Jardim São Luís, na Zona Sul da capital, uma eleitora relatou que não conseguiu votar. Ela chegou ao local de votação após 17h e foi informada de que as urnas já estavam lacradas. Como alternativa, recebeu orientação para justificar a ausência no cartório eleitoral. “Fui notificada que não ia conseguir votar. Eles já tinham lacrado as urnas e não poderiam romper o lacre. Me deram um papel pedindo para eu me dirigir até o cartório, pedindo para eu justificar meu voto”, afirma Janaína.

 

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Uma eleitora que apareceu para votar às 18h20 no Colégio Maria Imaculada, no Paraíso, não pode entrar na zona eleitoral porque todas as urnas já haviam sido fechadas. “Estou aqui na porta, não são sete horas ainda, não consegui votar e eu não sei o que eu posso fazer, tô sem direcionamento, acho que eu não vou conseguir exercer meu direito de voto hoje”, afirmou a eleitora, que preferiu não se identificar.