A Fachin, Marinho pede normalidade e diz que quem ganhar a eleição precisa ser empossado

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), esteve na tarde desta terça-feira (6/10) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Na conversa, ele disse que reclamou da postura de ministros da Corte e pediu a Fachin que “quem ganhar as eleições precisa ser empossado”.
“Nós viemos aqui colocar nossa preocupação para o Fachin. É necessário colocar a bola no centro do campo. O jogo tem que ser jogado de acordo com a Constituição”.
Após a reunião, Marinho falou com a imprensa e afirmou que “se houver crime de responsabilidade de ministro, o Senado não vai se omitir. Hoje está se omitindo”. O senador se refere principalmente aos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes que estão sem andamento pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Marinho diz que tem conversado com os ministros pedindo “normalidade institucional” e reclamou da supressão de competências que, em sua opinião, o STF tem praticado em relação às decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Desde quando o STF é justiça especializada em eleição?”, questionou. Em sua avaliação, a “lei tem sido desprezada por ministros do STF, em especial a Justiça eleitoral”.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro reclamou, sobretudo, da atuação de Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Citou que Dino vem aceitando petições de partidos de esquerda no processo de emendas parlamentares sobre questões eleitorais. Citou ainda a decisão do STF de manter o desembargador Ricardo Couto como governador do Rio de Janeiro em detrimento a Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do estado (Alerj) que queria teria o direito a exercer o mandato-tampão, após a saída de Cláudio Castro.
Em sua leitura, boa parte da população não acredita mais no Judiciário: “Isso é ruim para a democracia”.
Marinho criticou ainda a atuação de Jorge Messias como advogado-geral da União (AGU) por ter ingressado com pedido de abertura de inquérito, junto a Dino, pedindo apuração sobre interferência estrangeira nas eleições.
Sobre a possibilidade de soltura de Jair Bolsonaro por revisão criminal de Nunes Marques, Marinho disse que espera que a “justiça seja feita em um momento oportuno” e que houve clara quebra da cadeia de custódia de provas.