Rogério Marinho diz estar surpreso com a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

O líder da Oposição no Senado e coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), disse ter sido pego de surpresa com a informação de que o senador deixou o Brasil. A declaração ocorreu nesta terça-feira (27/10), após uma reunião na sede do PL, em Brasília.
“Nós todos não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram na imprensa”, disse Rogério Marinho. “Nós estamos surpresos. Porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição.”
Questionado sobre a possível rota utilizada por Flávio, o líder da Oposição reiterou que não tem confirmação sobre a ida do político para os Estados Unidos.
Rogério Marinho reforçou que embora não concorde com a decisão, compreende a reação do senador devido às medidas cautelares autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Numa democracia, é muito estranho que um candidato a presidente da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de cautelar no inquérito em que o principal motivo caiu por terra para a retenção dos seus passaportes. Me parece uma preparação para uma coisa mais persecutória. Nós evidentemente não fomos informados, mas até compreendo caso o senador Flávio tenha saído do Brasil com a sua família”, defendeu o líder da Oposição.
“Eu disse que compreendo. Eu não disse que concordo que eu não fui informado”, completou.
Como adiantou o JOTA, Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos. O senador não entregou o passaporte à Polícia Federal (PF), conforme prazo estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Marinho afirmou que conversou com o senador na manhã desta terça, onde ele informou que iria “dar um tempo hoje” e que conversaria com os aliados em outro momento.
Como o JOTA mostrou, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou investigação contra Flávio Bolsonaro pela PF após a revelação, em maio, de que o senador recebeu dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiamento do filme Dark Horse. A corporação apura se houve práticas de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.