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Até segunda ordem, governo Lula descarta retirar embaixador argentino do Brasil

JOTA·
Até segunda ordem, governo Lula descarta retirar embaixador argentino do Brasil

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda vai esperar a apuração dos fatos sobre a fuga de Flavio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos a partir da Argentina para decidir como vai recalibrar a relação com o país vizinho, que vive seu pior momento do último século. Mas a avaliação é a de que não há condições políticas para retirar embaixador do Brasil para a Argentina.

O que quer que seja feito, neste momento, não terá implicações sobre o pragmatismo da relação, que permanece business as usual, segundo interlocutores do governo ouvidos pelo JOTA.

Está em avaliação nesse momento se Itamaraty, Ministério da Justiça ou até a Polícia Federal vão se manifestar sobre episódio. Ao presidente Lula tem sido recomendado não reagir a comentários de Javier Milei, da Argentina, nem de Donald Trump. Não existe diálogo com Milei.

A leitura é a de que é preciso avaliar o episódio com mais serenidade, “ver como coisas se decantam para saber o próximo passo”.

Não está descartada, porém, manifestação em nível político mais baixo do que o próprio presidente. “Talvez seja necessário”, disse uma fonte.

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Outra possibilidade seria chamar para pedir explicações o encerrado de negócios da Argentina no Brasil. Em mais alto nível, poderia haver o contato do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com o homólogo argentino. Ambos estarão na reunião de chanceleres do G20 em Atlanta essa semana, que será conduzida pelo secretário do Departamento de Estado americano, Marco Rubio, que também pode conversar com o brasileiro.

Em 4 de agosto, depois de ter sido chamado para consultas após os ataques de Milei a Lula, às instituições e as eleições brasileiras durante o lançamento da campanha de Flavio Bolsonaro, o embaixador Julio Bitelli decidiu que não o enviaria de volta para a Argentina e que rebaixou a relação diplomática com o governo de Milei para o nível de encarregados de negócios.