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Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 1º turno, e diferença cai no 2º turno, aponta Palver

JOTA·
Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 1º turno, e diferença cai no 2º turno, aponta Palver

O quarto levantamento da consultoria Palver sobre a corrida presidencial, divulgado nesta quinta-feira (24/9), mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados no principal cenário de primeiro turno, com 43% cada. Na rodada anterior, divulgada na última segunda-feira (21/9), o senador aparecia numericamente à frente no primeiro turno, com 42% a 41%. Renan Santos (Missão) registra 8% e Augusto Cury (Avante), 2%.

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula subiu de 41% para 43% e Flávio oscilou de 42% para 43%. A principal mudança está em Renan Santos, que recuou de 11% para 8%. É a única variação do primeiro turno que ficou fora da faixa de incerteza calculada pela própria Palver. Augusto Cury permaneceu com 2%.

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Na pergunta espontânea, Lula segue à frente, com 41%, contra 39% de Flávio. Renan aparece com 8%, Augusto Cury com 2% e 7% ainda não sabem em quem votar.

Os números indicam que o movimento que beneficiou Flávio na rodada passada não se consolidou. A perda de Renan Santos não se converteu em ganho para o senador: os pontos se distribuíram entre os dois principais candidatos, com leve vantagem para o presidente na rodada atual.

Diferença no 2º turno cai para três pontos

No confronto direto, Flávio Bolsonaro aparece com 48%, contra 45% de Lula. Outros 6% dizem que votariam em branco ou nulo ou que não votariam, e 1% permanece indeciso. A diferença está dentro da margem de erro máxima da pesquisa, de 2,5 pontos percentuais.

Na rodada anterior, o senador tinha 47% e o presidente, 43%. Lula ganhou dois pontos e Flávio, um, o que reduziu a distância entre eles de quatro para três pontos, ainda dentro da margem de erro. Brancos e nulos caíram de 9% para 6%, sinal de que parte do eleitorado que rejeitava as duas opções passou a escolher um lado.

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Nos demais cenários, o quadro também se moveu a favor do presidente. Lula passou numericamente à frente de Ronaldo Caiado (PSD), por 44% a 42%, e de Romeu Zema (Novo), por 45% a 43%. Na rodada anterior, os dois apareciam com 44% contra 43% de Lula. Nos confrontos com Augusto Cury e Renan Santos, o presidente mantém vantagem ampla: 44% a 36% e 44% a 34%, respectivamente.

Rejeições

Os dois principais candidatos ampliaram o voto consolidado. No caso de Flávio, 42% dizem que votariam nele com certeza, contra 40% na rodada anterior, e a parcela que não votaria de jeito nenhum caiu de 50% para 48%. Outros 4% dizem que poderiam votar e 4% que provavelmente não votariam.

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Lula mantém rejeição de 53%, mas o voto com certeza no presidente subiu de 41% para 43%.

Eleitor de Renan resiste a Flávio Bolsonaro

A transferência de votos continua mais favorável a Flávio Bolsonaro do que a Lula, mas com limites. Entre os eleitores de Renan Santos, que defende que seus apoiadores votem em branco, anulem ou se abstenham, 63% dizem que fariam isso num segundo turno entre Lula e Flávio. Outros 28% escolheriam o senador e 6%, o presidente.

O comportamento muda quando o adversário de Lula é outro nome da direita: 79% dos eleitores de Renan votariam em Caiado e 64%, em Zema.

Entre os eleitores de Augusto Cury, 43% preferem Flávio, 28% escolhem Lula e 25% votariam em branco ou nulo. Na rodada anterior, o presidente tinha 22% nesse grupo.

Avaliação do governo melhora levemente

A avaliação do governo continua negativa, mas registra leve melhora pela primeira vez na série. Na leitura binária, 55% desaprovam o governo do presidente, contra 57% na rodada anterior, e 44% aprovam, contra 42%. A distância entre desaprovação e aprovação caiu de 15 para 11 pontos.

Na leitura da avaliação, 54% classificam o governo como ruim ou péssimo, 42% como ótimo ou bom e 4% como regular. Antes eram 56% e 40%. As variações estão dentro da faixa de incerteza, mas apontam na mesma direção.

Otimismo econômico dá salto

A mudança mais expressiva da rodada está nas expectativas econômicas. A parcela que acredita que a situação econômica do país vai melhorar nos próximos 12 meses subiu de 48% para 54%, enquanto a que espera piora caiu de 32% para 25%. Em relação à própria família, 60% esperam melhora, contra 53% na rodada anterior. Nos dois casos, a variação ficou fora da faixa de incerteza da pesquisa.

A percepção sobre o passado, no entanto, segue negativa: 54% dizem que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, e 31% que melhorou.

Bolsa Família

A pesquisa incluiu perguntas sobre o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo. Entre quem ouviu falar da medida, 48% dizem que o reajuste reforça a escolha que já fizeram, 49% que não tem influência sobre o voto e apenas 1% que o faz considerar mudar de candidato.

Declaram receber o benefício em casa 14% dos entrevistados. Nesse grupo, Lula tem 53% no primeiro turno, contra 34% de Flávio. Entre quem não recebe, o senador lidera por 45% a 41%.

Maiores problemas

Quando a pesquisa pergunta sobre o maior problema do país, “Bolsonarismo e extrema direita” lidera com 25%, seguido de “Governo Lula e PT” (19%), corrupção (18%) e STF (14%).

Mas, quando a pergunta sai do país e chega à própria casa, o que pesa é o bolso. Custo de vida e preços altos são o maior problema para 37% dos entrevistados, bem à frente dos demais itens.

Em seguida aparecem impostos e taxas, com 15%, violência e criminalidade, com 13%, e dívidas e juros altos, com 10%. Somados, os três temas ligados diretamente ao orçamento doméstico chegam a 62% das respostas. Saúde (4%), desemprego e falta de oportunidade (3%) e educação (1%) aparecem com menções residuais, e 12% dizem que a família não enfrenta nenhum problema relevante.

Sobre a pesquisa

A Palver entrevistou 5.000 participantes recrutados por meio de anúncios em redes sociais, entre os dias 20 e 23 de setembro. Considerando o efeito do desenho amostral da pesquisa, a amostra efetiva é de 1.567  entrevistas pelo critério de Kish. A margem de erro amostral máxima para os resultados agregados é de 2,5 pontos percentuais, com 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09587/2026.

Agregador de pesquisas do JOTA

Assinantes corporativos do JOTA PRO Poder recebem periodicamente nestas eleições os dados do agregador de pesquisas do JOTA, a ferramenta que acertou os resultados das últimas eleições. Entre as informações trazidas está a probabilidade de o presidente Lula se reeleger — índice que estava em 77% a 25 dias do primeiro turno, quando o site publicou uma análise com os dados do agregador, mas que vem caindo desde então.