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Cleitinho é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno

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Cleitinho é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4/10). Com 99,99% das urnas apuradas, ele registrou 55,4% dos votos válidos, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT), com 26,34%.

Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais que teve o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), teve 6,97%. Atual governador, Mateus Simões (PSD) ficou apenas em quarto lugar, com 4,65%.

Popular nas redes sociais por seu estilo estridente e discurso contra as “mordomias”, Cleitinho era apontado como favorito pelas pesquisas de opinião desde o fim de 2025. Ainda assim, deu sinais dúbios sobre sua candidatura, ora dizendo que disputaria o cargo, ora desconversando.

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Depois que Cleitinho faltou à convenção estadual do partido, o diretório do Republicanos de Minas soltou uma nota, ainda no final de julho, vetando o nome do senador para a disputa. Diante da incerteza que seu nome gerava, partidos e lideranças da direita mineira, incluindo o Republicanos, começaram a articular alternativas. Marcelo Aro (União-PP), ex-secretário estadual, chegou muito perto de consolidar o apoio do partido e do PL de Flávio Bolsonaro em torno de uma possível candidatura a governador.

Mas o veto iniciou uma novela em torno de Cleitinho que se estendeu até o início agosto. O senador, que vivia o luto pela morte de seu irmão, insistiu em sua candidatura. Depois, porém, chegou a gravar um vídeo ao lado do deputado Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, dizendo, aos prantos, que não disputaria por não se encontrar bem. Voltou atrás e novamente insistiu na candidatura, fazendo com que seu partido cedesse às vésperas da data limite para registrar o nome para a corrida eleitoral.

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Empresário do ramo do varejo, cantor e compositor, Cleitinho ingressou na política como vereador em Divinópolis, sua cidade natal. Antes de atuar no Senado, ele foi deputado estadual, de 2019 a 2023. Apesar de possuir forte ligação com o bolsonarismo e de apoiar o senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto, se apresenta como “independente”. Por exemplo, ele apoia publicamente o fim da escala 6×1 e é crítico da privatização de estatais mineiras, diferenciando-se do resto da direita.

Foi também devido a essa independência, inclusive em relação a pautas caras para a direita, além de seu estilo indomável, que alimentaram essa desconfiança em relação a sua candidatura. No final, o favoritismo de Cleitinho nas pesquisas falou mais alto e ele garantiu a candidatura — e, neste domingo, o cargo de próximo governador de Minas. Terá que conciliar suas promessas e seu discurso antissistema com inúmeros desafios do estado, sobretudo na área fiscal.