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Dr. Furlan, do PSD, é eleito governador do Amapá

JOTA·
Dr. Furlan, do PSD, é eleito governador do Amapá

Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no primeiro turno das eleições neste domingo (4/10). Com 100% das urnas apuradas, o ex-prefeito de Macapá recebeu 62,75% dos votos válidos.

Ele derrotou o atual governador, Clécio Luís (União Brasil), que teve 36,97%. Carlos Cley (PSTU) foi o terceiro colocado, com 0,13%. Delegado Marcos (DC) e Jairo Palheta (PCO) ficaram com 0,08% e 0,07%, respectivamente.

Dr. Furlan seguirá à frente do governo do Amapá até 2030, em um mandato por quatro anos. A vice da chapa é a ex-deputada estadual Luciana Gurgel (PL). Com a vitória de Dr. Furlan, o estado continua sob o comando de um partido de centro-direita. 

O candidato eleito manteve a neutralidade na disputa pela Presidência da República. O PSD integra a coligação entre Podemos, Novo e PL. Com exceção do Podemos, os partidos têm como candidatos Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro. Mesmo assim, Dr. Furlan optou por ficar distante da disputa nacional.

Dr. Furlan recebeu apoio do PL, que indicou a vice-governadora da chapa. O Novo declarou apoio ao candidato e também à candidatura de Rayssa Furlan (Podemos), esposa de Dr. Furlan, ao Senado.

As pesquisas eleitorais já apontavam uma possível vitória do Dr. Furlan ainda no primeiro turno. O levantamento da Quaest, divulgado no dia 24 de setembro, mostrava que Dr. Furlan obtinha 53% das intenções de voto. O Paraná Pesquisas divulgou em 28 de setembro que o percentual do candidato havia subido para 55%.

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Quem é Dr. Furlan

Médico de formação, Dr. Furlan é considerado um dos políticos mais fortes do Amapá. A reeleição na Prefeitura de Macapá em 2024, com mais de 85% dos votos, consolidou a imagem de Dr. Furlan como liderança no estado. A percepção do eleitorado é de que ele é um gestor eficiente e pragmático, com forte apelo popular na capital.

Em março de 2026, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou Dr. Furlan e Mario Neto (vice-prefeito) da prefeitura de Macapá (AP) por 60 dias. A decisão foi tomada em investigação que apura desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas à construção do Hospital Municipal de Macapá. Após o afastamento, Furlan renunciou ao cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização e concorrer ao governo do Amapá.

Há menos de uma semana para o primeiro turno das eleições, o ministro do TSE Dias Toffoli votou a favor da impugnação da candidatura de Furlan. Logo após o voto de Toffoli, o ministro André Mendonça pediu vista no julgamento e a analise da candidatura ficou suspensa por 30 dias. Na época, o ex-prefeito negou qualquer irregularidade e afirmou que as investigações têm motivação puramente política para prejudicar sua campanha.

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Principais propostas

O plano de governo de Dr. Furlan para o Amapá prioriza investimentos em saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Na saúde, propõe uma fila única digital para consultas, exames e cirurgias, além da ampliação da telemedicina. Na educação, prevê melhorias na infraestrutura das escolas, conectividade, formação de professores e expansão do ensino técnico.

Para a economia, o candidato defende investimentos na agricultura, no beneficiamento de produtos locais e na bioeconomia. Entre as propostas está ainda a criação de um Fundo Soberano Amapaense para administrar receitas provenientes do petróleo. Na segurança, prevê integração das forças policiais e das ações de prevenção.

Clécio Luís

Clécio Luís recebeu o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), seu colega de sigla, e do candidato à reeleição presidencial Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato ao governo estadual também declarou apoio a Lula.

As pesquisas eleitorais já previam este resultado. Em março de 2026, o candidato à reeleição aparecia com 25,3% das intenções de votos, em uma pesquisa relizada pelo Paraná Pesquisas. Em setembro, uma pesquisa do Real Time Big Data mostrou que esse número subiu para 39%, entretanto os números não foram suficientes para o governador alcançar Dr. Furlan ainda no primeiro turno.

Uma pesquisa divulgada pela Quaest em 24 setembro de 2026 indicou que 37% da população amapaense desaprovava a gestão de Clécio Luís. Uma parcela de 20% achava o governo do candidato à reeleição negativo. Em paralelo a esses dados, 51% dos amapaenses acreditavam que Clécio Luís não merecia ser reeleito. Entre os principais problemas apontados pela população se destacavam:saúde, desemprego, infraestrutura, corrupção, violência e educação.

Em julho, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) condenou Clécio Luís a pagar R$ 25 mil por propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi do relator Galliano Cei Neto, juiz-membro substituto do tribunal pela classe de juristas. Segundo a decisão, publicações nas redes sociais associavam a imagem pessoal do candidato à reeleição a obras e ações do governo, o que caracterizaria pedido indireto de voto antes do início oficial da campanha. Além da multa, o TRE-AP tornou definitiva a ordem para retirar os conteúdos considerados irregulares do Instagram, Facebook e TikTok e proibiu sua republicação, impulsionamento ou divulgação.