Eduardo Braide é eleito governador do Maranhão

O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) será o novo governador do Maranhão pelos próximos quatro anos. Ele conquistou 54,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado neste domingo (4/10).
Com 99,97% das urnas apuradas, o candidato Orleans Brandão (MDB) obteve 34,76% dos votos válidos, ficando em segundo lugar no pleito. Braide e Brandão são primos distantes. Orleans é sobrinho do atual governador, Carlos Brandão (MDB).
O vice-governador Felipe Camarão (PT), candidato oficialmente apoiado por Lula (PT), ficou em terceiro lugar, com 9,6%. Já o candidato de Flávio Bolsonaro (PL) no estado, Roberto Rocha (PRTB), obteve 1,26%, mas há a possibilidade de sua candidatura ser anulada.
Rocha teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) por falta de provas de que sua migração do Partido Novo para o PRTB tenha ocorrido até seis meses antes do pleito, como determina a legislação. Uma decisão definitiva, porém, ainda cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A vitória de Braide na votação deste domingo (4/10) representa uma fuga à polarização nacional, uma vez que ele buscou construir uma imagem de neutralidade. Ex-deputado estadual (2011–2019) e ex-deputado federal (2019–2021), Braide foi eleito prefeito de São Luís em 2020 e reeleito em 2024, com 70,12% dos votos no primeiro turno, uma das maiores margens da história da capital.
Já o campo ligado a Orleans Brandão tentou se aproximar de Lula, apesar de o petista ter endossado a campanha do colega de partido, Felipe Camarão.
Poucos dias antes da eleição, Carlos Brandão, atual governador, publicou um vídeo agradecendo o que Lula fez pelo estado e disse que quem daria continuidade a essa parceria seria seu sobrinho, Orleans.
O cenário que se desenhou na corrida eleitoral foi também consequência de um racha entre o atual governador e Camarão, que é seu vice – mas ambos estão rompidos.
Carlos Brandão, por sua vez, foi vice de Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), quando o magistrado era governador do Maranhão. Para as eleições de 2026, enquanto Brandão lançou seu sobrinho, Camarão se apresentou como herdeiro do legado político de Dino, de quem foi secretário e aliado próximo.